10 estranhas peças de roupa íntima utilizadas ao longo dos séculos

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A moda muitas vezes se mostrou completamente estranha. Roupas e estilos sempre mudaram ao longo dos séculos. Uma peça que consideramos bem normal hoje em dia, é a roupa íntima, mas nem sempre elas foram tão normais assim. Puxe suas cuecas e prepare-se para as 10 peças de roupa íntima mais estranhas utilizada ao longo dos séculos.

Subligaculum e Strophium

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Em Roma, nem homens nem mulheres usavam roupas íntimas. Eles usavam uma espécie de tanga chamada Subligaculum. Um subligaculum era um par de shorts rudimentar. Eles podiam ser usados debaixo da roupa ou sozinhos. Além dessa peça, algumas mulheres também usavam uma tira de pano ou couro no torso, como um sutiã, chamada de strophium ou mamillare.

Meias de seda

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Meias de seda não eram bem uma roupa íntima, mas foram peças importantes utilizadas debaixo dos vestidos. No século XVI, as mulheres usavam meias sob seus vestidos, que eram feitas de lã ou linho. Isso, porém, mudou no primeiro dia do ano de 1560, quando a rainha Elizabeth recebeu um par de meias de seda de presente. Ela gostou tanto que encomendou sete pares de diversas cores. Qualquer senhora elegante, queria parecer com a rainha. Elas eram peças caras e também consideradas de status, mas com o passar dos anos isso foi caindo.

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Um fato interessante é que, durante a segunda guerra mundial as meias voltaram a ser objetos de status, pois eram escassas. E eram caras, então se você conseguisse comprar uma, significava que tinha dinheiro. As mulheres que não tinham dinheiro tiveram a ideia de simplesmente pintar as pernas, para parecerem estar usando meias. Geralmente pintavam de preto.

Chemise

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A roupa de baixo feminina evoluiu do subligaculum para uma “chemise” (camisa) por volta do século XVI. Ela era uma espécie de camisa longa usada por baixo da roupa. Era geralmente feita de linho e não era ajustada. Além da “chemise”, as mulheres não usavam qualquer tipo de calças durante o século XVI.

Bloomer/Pantalettes

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Essa era uma espécie de calça compridas e folgadas, que se estreitavam nos tornozelos e eram usadas debaixo de saias. Era destinada a preservar a decência em uma época em que a sociedade era cheia de regras rígidas para as mulheres.

A peça começou a ser utilizada por Amelia Bloomer, por volta de 1830. Ela era uma advogada que lutava pelos direitos das mulheres. Poucas mulheres utilizavam essa peça, por isso ela era considerada um símbolo de status. Se você tinha uma dessas, era considerada de classe alta, pois podia pagar por ela. Se não tinha, era pobre e deveria segurar suas saias.

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Teddy ou Camiknickers

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O primeiro apareceu por volta de 1910, mas só ficou popular 10 anos mais tarde, no Roaring Twenties. Ele cobria o tronco e a virilha inteira e podia ser apertado ou frouxo, dependendo do que era usado por cima.

Especialmente nos anos 20, as mulheres queriam parecer não usar nada por baixo de seus vestidos, dessa forma os teddies eram apertados o suficiente para estar em conformidade com o corpo. Por volta de 1920, designers começaram a dar mais importância às roupas íntimas e incluíram elementos decorativos, como rendas ou fitas.

Início do sutiã

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Nos finais da Idade Média, entre as mulheres da aristocracia, passou-se a utilizar o espartilho, peça de vestimenta muito justa no busto, utilizada também com um objetivo estético de realce dos seios. Porém, tal peça era extremamente desconfortável e asfixiante.

Em 1914, foi a vez de Mary Polly Jacob, uma jovem socialite nova-iorquina, patentear sua criação. Mary Jacob é considerada a inventora do sutiã, em decorrência de ter desenvolvido uma peça em 1913 para utilizar com um vestido de festa. Com sua empregada, Mary Jacob utilizou algumas fitas e dois lenços para sustentar seus seios sob um vestido mais leve que os comumente utilizados.

Jacob vendeu sua produção para Warner Bros, que começou a produzir a peça e, posteriormente, a marca Coco Channel passou a produzir e comercializar o sutiã, incluindo cada vez mais detalhes com o passar dos anos.

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Espartilho

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Corsets ou espartilho, era a peça chave do vestuário feminino e masculino há séculos atrás, muito mais do que qualquer outra roupa íntima. Ele ficou famoso no século XVI, quando ainda eram feitos de ferro. Em tempos Elisabetanos, o ferro foi trocado por dentes de baleia (sim, exatamente isso). As baleias se tornaram principais alvos de caça, e, por esse motivo, fazem parte do grupo dos animais ameaçados de extinção.

O estilo e a forma de espartilhos foram mudando ao longo dos séculos. Durante a época vitoriana, as cinturas eram atadas firmemente. A Imperatriz Elisabeth da Áustria ficou conhecida por ter uma cintura de 41 cm. Demorou vários anos até os médicos descobrirem problemas de saúde ligados ao uso de espartilhos. Eles só deixaram de ser usadas após a I Guerra Mundial.

Cinto Menstrual

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O cinto menstrual foi inventado por volta de 1900, para facilitar a vida das mulheres. A mulher deveria para usar um cinto preso a seus quadris com um penso removível anexado a ele. No início, o penso era, na maioria das vezes, feito de lã e podia ser lavado repetidamente. Em 1913, foram inventados os absorventes higiênicos, que poderiam ser jogados fora depois da utilização.

Roupa íntima radioativa

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Antes que os efeitos da radioatividade fossem totalmente compreendidos, as pessoas acreditavam que ela era um tratamento para tudo. Entre as décadas de 1920 até 1950, era muito comum utilizar itens radioativos para produzir roupas, cosméticos e comida. Logo as roupas íntimas radioativas começaram a ser produzidas também. As propagandas afirmavam que qualquer problema poderia ser resolvido com o uso das roupas íntimas radioativas e embora isso pareça idiotice, era algo inovador na época.

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Nessa onda, muitos homens e mulheres compraram as “lindas roupas brilhantes” à base de radioatividade.

Cinto de castidade

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O cinto de castidade foi usado no século XVI para evitar que as pessoas praticassem relações sexuais ou masturbação. Originalmente, foi projetado para as mulheres e feito de ferro (às vezes até com espinhos). Existem vários mitos, alegando que as mulheres eram obrigadas a usarem cintos de castidade quando seus maridos estavam longe e não podiam vigiar sua fidelidade.

Perdido após o período de renascimento, os cintos de castidade foram redescobertos no século XVIII quando masturbação era considerada como uma prática nociva ao corpo. Os cintos eram utilizados para tratamentos médicos de homens e mulheres. Algumas mulheres também usaram os cintos de castidade na década de 1920, como dispositivos “antiestupro”.

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