Astrônomos descobriram um objeto inesperado orbitando nossa galáxia

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Os cientistas descobriram uma galáxia anã escondida orbitando nossa Via Láctea – e isso poderia mudar nossa compreensão de como a matéria escura mantém as galáxias unidas.

A razão pela qual esta galáxia permaneceu escondida é que ela é incrivelmente fraca – na verdade, é a galáxia satélite mais fraca que já encontramos até agora. E a descoberta sugere que pode haver muito mais dessas galáxias escuras escondidas no espaço profundo.

Descobrir mais sobre os satélites da nossa galáxia pode ser a chave para finalmente compreendermos como as galáxias se formam, e o papel que a misteriosa matéria escura desempenha em manter tudo junto.

Existem cerca de 50 galáxias que sabemos que orbitam a nossas própria galáxia, e cerca de 40 delas são fracas, o que as coloca na categoria das, assim chamadas, galáxias esferoidais anãs.

50 galáxias satélites podem parecer muito, mas o problema é que nossa atual compreensão da matéria escura e como ela ajuda as galáxias a se formarem, sugere que devemos ter centenas de satélites orbitando a nossa galaxia.

Isto é conhecido como o “problema do satélite em falta”, e até agora, os astrônomos não foram capazes de explicar o que exatamente está acontecendo – ou a nossa compreensão da matéria escura está errada, ou um monte destes satélites estão escondidos à vista.

Por agora, as pesquisas mais recentes sugerem que está última opção seja a mais provável.

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Até recentemente, não tínhamos a capacidade de detectar galáxias mais fracas do que uma magnitude absoluta de -8. A magnitude absoluta é o brilho que um objeto teria se estivesse a uma distância de 10 Parsecs (o que dá 32,6 anos-luz de distncia).

Para comparação, a magnitude absoluta na faixa de onda óptica (a faixa de onda que podemos ver) da galáxia de Andrômeda é -21.77, e a da Grande Nuvem de Magalhães é -18.35.

Sendo assim, enquanto -8 é uma magnitude absoluta muito fraca, este satélite recém-descoberto, tem uma ordem de magnitude mais escura do que isso, com uma magnitude absoluta de -0,8, tornando-se a mais fraca galáxia satélite já descoberta.

Este novo satélite recebeu o nome de Virgo I, porque está na direção de uma constelação constelação do zodíaco conhecida como Virgo.

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Telescópio Subaru
Telescópio Subaru

Virgo I foi descoberta pelo Telescópio Subaru. Medindo 8,2 metros, ele é o telescópio mais importante do Observatório Astronômico Nacional do Japão, e por causa de sua grande abertura, ele pode captar muito mais luz do que outros telescópios padrão.

O Telescópio Subaru foi capaz de digitalizar uma grande seção do céu noturno. Usando uma ferramenta chamada Hyper Suprime-Cam (HSC), ele observou todas as áreas com uma maior densidade de estrelas. Assim, sendo então capaz de examinar essas regiões mais de perto, e por tabela, buscar provas de galáxias mais fracas.

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Com base nestes dados, ele foi capaz de isolar a incrivelmente fraca galáxia anã Virgo I, que tem cerca de 248 anos-luz de diâmetro, e fica a cerca de 280 mil anos-luz do nosso Sol.

Segundo Daisuke Homma, um dos pesquisadores da Universidade de Tohoku no Japão, eles examinaram cuidadosamente os primeiros dados e descobriram uma maior densidade de estrelas em Virgo, com uma significância estatística muito alta e um padrão característico de um antigo sistema estelar no diagrama de magnitude de cor.

Surpreendentemente, este é um dos satélites mais fracos já descobertos. Com uma magnitude absoluta de -0,8 na faixa de onda óptica, ele é realmente uma galáxia, porque tem um raio de extensão espacial de 124 anos-luz – sistematicamente maior do que um aglomerado globular com luminosidade comparável. Dizem os pesquisadores.

A coisa boa nisso tudo é, que agora, os astrônomos sabem como detectar estas galáxias extremamente fracas, o que significa que podemos estar a beira de descobrir muito mais delas. E isso poderia mostrar que nossa compreensão da matéria escura e da evolução das galáxias está certa depois de tudo.

Segundo o pesquisador Masashi Chiba, esta descoberta implica que existem centenas de satélites pequenos anões à espera de serem descobertos no Halo Galáctico. Quantos satélites estão realmente lá e quais propriedades eles têm, darão aos astrônomos uma pista importante de entender como a Via Láctea se formou e como a matéria escura contribuiu para isso.

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Esta descoberta não é suficiente para dizer com certeza o que está acontecendo, mas os astrônomos agora podem usar o Telescópio Subaru para achar mais dessas galáxias satélites.

De qualquer forma, estamos ansiosos para descobrir mais sobre o que está à espreita lá fora, orbitando nossa própria galáxia.

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