Brasileiro descobre teoria que pode significar o fim do universo

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O matemático brasileiro Marcelo Disconzi é professor na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos. E ele pode ter descoberto um equação que pode significar o fim do universo. Mas fique calmo: isso só deve acontecer daqui 22 bilhões de anos, e você irá entender como. As informações são da BBC Brasil.

Tudo começou quando, após terminar um seminário, Disconzi foi abordado por dois professores de física da universidade. Thomas Kephart e Robert Scherrer, os docentes em questão, elogiaram o trabalho do brasileiro, que era a solução parcial de uma equação antiga. E decidiram lhe fazer um questionamento:

Você já pensou em aplicar isso a cosmologia (estudo da origem e estrutura do universo)?

Disconzi foi surpreendido com um questionamento deste tipo. Sua apresentação já aconteceu a um bom tempo atrás, em abril de 2014, e mostrava uma solução parcial para uma equação do matemático francês Andre Lichnerowicz, e que foi formulada na década de 50.

Essa equação de Lichnerowicz tinha como objetivo descrever o comportamento de fluidos viscosos viajando a velocidades comparáveis a da luz. Mas Disconzi não havia pensando em um efeito prático ao encontrar a solução. E os físicos lhe fizeram um questão: será que a viscosidade pode impactar o universo de alguma forma?

Um Big Bang ao contrário

Após os questionamentos, o trio decidiu unir forças para encontrar uma aplicabilidade da equação à cosmologia. O brasileiro lhes explicou os detalhes da solução, e posteriormente a aplicou a alguns cenários. O resultado veio em 2015, e o resultado rodou o mundo.

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O estudo teve como principal desdobramento a possibilidade do Big Rip (grande ruptura, em tradução literal), que é uma das principais teorias do fim do universo. Ele seria uma espécie de Big Bang (nome dado a teoria do início do universo), só que ao contrário.

big-rip

A ideia propõe que em exatos 22,8 bilhões de anos, o universo estará tão acelerado e disperso (vale lembrar que ele continua se expandindo) que os átomos que formam os planetas e galáxias começarão a se desintegrar.

A ideia da existência do Big Rip já havia sido formulada em 2003, mas até então as tentativas de determinar quando o universo iria acabar foram inconsistentes.

E qual é o papel dos fluidos no Big Rip?

O estudo do comportamento dos fluidos viscosos é importante porque eles são a forma de energia que acelera a expansão do universo, e também possuem o nome de energia escura. Varios cientistas já haviam feito esta pesquisa, mas chegavam a um ponto em que para que a ruptura acontecesse, as matérias precisariam viajar além que a velocidade da luz. Mas nada viaja mais rápido que isso.

Por conta disso, faltava algo mais consistente para comprovar a teoria. O estudo feito por Disconzi, Kephart e Scherrer agora sugere que o fenômeno pode acontecer de modo mais natural. Ele foi publicado na revista Physical Review D.

“O que era uma ideia puramente teórica agora é muito mais provável que corresponda à realidade física”, disse Kephart.

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