Estudo aponta que beber refrigerante envelhece tanto quanto fumar

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O consumo de refrigerante no Brasil caiu 20% nos últimos seis anos. No entanto, a bebida ainda é comum na rotina dos brasileiros: cerca de 20% da população não abre mão do popular “refri”.

Com relação aos mais jovens, a métrica é ainda mais preocupante, pois mais de 30% das crianças consomem refrigerante antes de completar dois anos de idade. Além de ser um mau hábito, que conduz à obesidade, o sistema digestivo dos pequenos ainda não está preparado para ingerir com frequência uma bebida tão artificial.

Sabe-se que refrigerante faz mal para a saúde. A novidade, porém, está em uma pesquisa feita por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos e recentemente divulgada no American Journal Of Public Health.

De acordo com a pesquisa, indivíduos que bebiam o equivalente a duas latas de refrigerante de cola diariamente sofreram mudanças em seu DNA. Essa alteração fez com que as células ficassem quase cinco anos mais velhas do que realmente eram.

Ou seja, o refrigerante é capaz de acelerar a idade celular. Dessa forma, o estudo aponta que consumir a bebida regularmente pode fazer com que o ser humano envelheça tanto quanto fumar com frequência.

Refrigerante e telômeros

(Foto: 2 Dog Farm / Flickr)
(Foto: 2 Dog Farm / Flickr)

Os telômeros são estruturas presentes nas extremidades dos cromossomos. Elas protegem o material genético do ser humano. É como um indicador natural de saúde.

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As estruturas em questão são afetadas diretamente pelo refrigerante. O estudo constatou que pessoas que consomem a bebida regularmente têm telômeros mais curtos e desgastados do que quem não tem o hábito em questão.

As consequências ligadas a telômeros mais curtos são impressionantes. Quem tem a estrutura menor está mais disposta a ter diversas doenças graves, como Mal de Alzheimer, diabetes e doenças cardíacas – e, consequentemente, morte prematura.

Outros problemas causados pelo refrigerante

(Foto: Dean Hochman / Flickr)
(Foto: Dean Hochman / Flickr)

Há décadas, pesquisas que mostram os problemas causados pelo consumo regular de refrigerante são publicadas em veículos científicos e de imprensa. A bebida não só tem um baixo valor nutricional, como também traz consequências para a saúde humana.

Sabe-se, por exemplo, que o componente 4-metil-imidazol (4-MI), encontrado na forma de caramelo em refrigerantes de cola, é classificado como um possível cancerígeno. O mesmo tipo de bebida contém grande quantidade de fosfatos, que provocam o enfraquecimento dos ossos por meio da liberação de cálcio, e açúcar, que prejudica a boa forma e a saúde bucal e gastrointestinal.

Há, ainda, o problema relacionado aos corantes. Além de tornarem a bebida ainda mais artificial, recentes estudos apontam que as substâncias em questão são classificadas como potencialmente cancerígenas.

Nem mesmo as versões diet de refrigerantes podem garantir algum tipo de saúde. O valor nutricional ainda é muito baixo e vários problemas, como a presença de fosfatos e de compostos potencialmente cancerígenos, também são encontrados no produto dietético.

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