Sinais alienígenas: como as notícias se espalhariam em uma era digital?

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Quando a comunidade de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI) adotou protocolos para dizer ao mundo que pode haver vida extraterrestre, a maioria das pessoas ficaram sabendo disso através de noticiários na televisão, rádio e também através de jornais impresso.

O ano era 1989. A internet era um projeto militar norte-americano conhecido como ARPANET – Rede de Agência de Projetos de Pesquisa Avançada. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, tinha apenas 5 anos.

Segundo o advogado e membro do Comitê Permanente da Academia Internacional de Astronáutica SETI, Leslie Tennen, não época houve nenhuma menção sobre o ocorrido na “Internet”, porque ela, simplesmente, não era difundida como um meio global de comunicação como é hoje.

Os protocolos determinam que a pessoa que descobrir um sinal de uma possível civilização extraterrestre, deverá notificar o setor responsável pela “Declaração de Princípios sobre Atividades e Detecção de Inteligência Extraterrestre”, antes de tornar pública a notícia.

Esse procedimento é necessário para que o sinal descoberto possa ser testado e confirmado.

O privilégio de fazer o anúncio, de acordo com os protocolos, é reservado ao descobridor do sinal. Mas na era da informação, com redes como o Twitter, Facebook e etc… Tennen não tem certeza de que a confidencialidade da descoberta seria mantida até um anuncio oficial.

Tennen diz que é difícil imaginar uma descoberta com um impacto e uma conseqüência maior na sociedade do que o anúncio de uma detecção confirmada de seres extraterrestres inteligentes. A pessoa que fizesse o anúncio dessa dimensão, se tornaria uma celebridade internacional instantaneamente, essa pessoa nunca mais teria um momento de paz na vida.

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O medo de que outra pessoa também descubra o sinal, poderia fazer pressão no individuo para que ele anuncie sua descoberta antes dela ser devidamente confirmada. Além disso, hoje existem muito mais pesquisadores envolvidos no Projeto SETI, e a grande maioria deles não concordaram em seguir os protocolos voluntariamente.

O descobridor poderia ser de fato o computador pessoal de alguém analisando dados para o SETI@Home, um projeto colaborativo de computação apoiado pela Universidade da Califórnia em Berkeley.

Quanto maior o número de pessoas colaborando com o projeto, maior é o risco de uma divulgação não autorizada.

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Com a ascensão das redes sociais, Leslie Tennen diz que é hora de renovar o protocolo de pós-detecção do projeto SETI. Uma ideia, é designar um único ponto de informação para publicar a divulgação. É apenas um jeito de centralizar a informação e não censurara-la.

É claro, isso pressupõe que a informação não seja embargada pelo governo. Se isso acontecer, teremos uma situação completamente diferente e esta discussão assume um rumo completamente novo, complementa Tennen.

O protocolo original foi desenvolvido pela Academia Internacional de Astronáutica, com apoio do Instituto Internacional de Direito Espacial. Ele foi apresentado ao Comitê das Nações Unidas para Usos Pacíficos do Espaço Exterior, adotando a “doutrina” como parte de seu registro oficial e endossado por seis grandes sociedades espaciais internacionais.

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A doutrina foi revisada pela ultima vez em 2010, ainda sem menções à internet ou redes sociais.

O astrônomo Dan Werthimer, co-fundador e cientista-chefe do projeto SETI@Home, acredita que o protocolo deve evitar estipular que uma determinada plataforma seja usada para divulgar a detecção de um possível sinal, pois essas aplicações e tecnologias mudam muito rápido, e isso criaria a necessidade do protocolo ter que ser revisado constantemente.

Toda a informação conhecida sobre o sinal deve se tornar pública, assim que o sinal for, independentemente, confirmado. Esta informação deve se tonar disponível para a comunidade científica e também para público, em toda parte do mundo, acrescenta Werthimer.

Segundo o astrônomo e cientista sênior do Instituto SETI em Mountain View na Califórnia, Seth Shostak, já houveram muitas reivindicações de sinais extraterrestres, algumas das quais foram feitas por pessoas “desinformadas”.

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