10 fatos estranhos e bizarros a respeito dos furacões

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Nos últimos dias, estamos vendo os estragos que os Furacões Harvey e Irma causaram nos Estados Unidos e demais países do Caribe. Para nossa sorte, esse fenômeno no Brasil é bem incomum, mas sempre acabamos brincando com nossa imaginação e supondo o que nós faríamos em uma situação desse tipo.

Mas saiba que alguns fatos e curiosidades a respeito dos furacões acabam fugindo um pouco do senso comum, e são, no mínimo, estranhos e bizarros. Confira abaixo 10 deles:

10) Os consumidores do Walmart, nos EUA, compram cerveja e Pop-Tarts

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Antes de um furacão anterior atingir a Flórida, a rede de supermercados Walmart decidiu investigar o comportamento de seus consumidores quando um fenômeno desse tipo está chegando. Ao invés de comprarem água e lanternas, os produtos mais vendidos eram cerveja e Pop-Tarts (uma espécie de biscoito recheado, que é muito popular nos Estados Unidos).

A cerveja se torna o item mais vendido da rede e a venda de Pop-Tarts chega a aumentar em mais de 700%. Por conta disso, antes da chegada de um furacão, a Walmart envia carregamentos extras desses dois produtos para suas lojas.

Só que esse é um comportamento encontrado apenas nos EUA. Apesar de ser parte do país, no Havaí, a tendência é diferente. A empresa de Varejo Costco fez uma pesquisa semelhante, e viu que na famosa ilha, a população deu preferência por água e baterias, como muitos imaginariam.

9) A Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA usa uma rede de Waffles para medir a recuperação de desastres

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A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) possui uma forma muito estranha de medir a recuperação de um local após um desastre. Quando não conseguem informações claras, eles entram em contato com a rede de restaurantes Waffle House, o que ganhou a alcunha de “Índice Waffle House.”

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Acredite ou não, mas esse é o sistema padrão utilizado pela FEMA. É que a rede Waffle House opera em áreas que costumam ser atingidas por furacões, e ela possui o péssimo hábito de fazer seus empregados (que costumam receber apenas um salário mínimo) trabalharem mesmo durante um furacão, com a eletricidade fornecida por um gerador. Assim, desde 2012, a FEMA sempre pede para que uma loja da franquia forneça dados de como que está a situação no local.

Existe até um sistema de medição para saber se o local já se recuperou do desastre: “verde” significa que está tudo bem, pois a Waffle House está operando sem maiores problemas; “amarelo” é um indicativo que a área ainda está em alerta, pois a loja está trabalhando com apenas parte de seu cardápio; e “vermelho” significa que a situação está tão perigosa que franquia optou por fechar as portas.

8) Os furacões possuem nomes humanos por conta de uma brincadeira

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Foi o meteorologista australiano Clement Wragge que deu início à tradição de nomear furacões com o nome de pessoas. Antes disso, as coisas não eram sistemáticas como hoje. Ele nomeava os fenômenos com os nomes que surgiam em sua mente – no geral, nomes de Deuses Gregos e de mulheres bonitas.

Após um tempo, ele abandonou os nomes de Deuses Gregos e começou a dar nomes comuns de pessoas, apenas para fazer piada com elas.

Por conta disso, muitos políticos começaram a pegar em seu pé por conta de sua escolha. Em retaliação, Wragge começou a nomear alguns ciclones (nomenclatura do fenômeno quando ele ocorre na Austrália) com seus nomes.

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Por exemplo, ele nomeou dois ciclones com os nomes de Edmund Barton e Alfred Deakin, os dois primeiros primeiros ministros da Austrália, apenas para a mídia dizer que “Edmund Barton está vagando sem rumo pelo pacífico e causando grande sofrimento.”

7) Os primeiros furacões dos EUA tinham nomes como “Fácil”, “Amor” e “Como”

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Os Estados Unidos começaram a dar nomes para furacões em 1950. Até então, esse costume não existia. Ao invés disso, eram utilizadas palavras do alfabeto fonético do Exército e da Marinha. Assim, alguns furacões ficaram conhecidos pelos nomes de “Furacão Fácil”, “Furacão Amor” e “Tempestade Tropical Como.”

E, claro, esses nomes foram uma péssima escolha. O “Furacão Fácil”, em sua época, foi descrito como um dos piores a atingir o país em 70 anos. Por exemplo, ele destruiu 95% da cidade de Cedar Key, na Flórida, acabando com o mercado de pescados e afetando a economia do local.

O problema é que só existiam 26 nomes disponíveis, então eles acabaram rapidamente. Assim, o governo dos EUA optou por, inicialmente, nomear os furacões com os nomes de mulheres, por serem “imprevisíveis” e temperamentais. Era algo que as pessoas consideravam normal na década de 50.

6) Pessoas doam dinheiro para áreas atingidas por furacões que possuem a mesma inicial de seu nome

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Estranhamente, um estudo descobriu que as pessoas possuem mais propensão em doar dinheiro para ajuda caso o furacão tenha similaridades com seu nome. Basta apenas compartilhar a letra inicial, e as chances dessa pessoa fazer uma doação duplicam.

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Um exemplo é o Furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans, em 2005. Normalmente, pessoas cujo nome começa com a letra K correspondem a 5% das doações. Mas nesse caso, esse número chegou a 10%.

Os pesquisadores acreditam que as pessoas conectam o desastre consigo mesmas. Quando o furacão tem um nome bem semelhante ou a mesma inicial, elas se sentem, de certa forma, responsabilizadas ou possuem alguma afinidade, assim, estão mais propensas a ajudar.

Uma mulher chamada Katrina conseguiu arrecadar mil dólares para as vítimas do furacão por considerar a coincidência legal. “Eu percebi que meu nome entrou para a história como uma das maiores tempestades já vistas!”, disse.

5) Os guardas do Túmulo do Soldado Desconhecido permanecem em seus postos mesmo durante furacões

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Quando um furacão chega, existe um grupo de pessoas que jamais evacua o local: os homens que guardam o Túmulo do Soldado Desconhecido.

Esses são os túmulos onde os soldados americanos que morreram sem identificação estão enterrados, e os guardas responsáveis por guardá-los possui um dever em honrar os mortos. Mesmo quando um furacão está próximo, eles não procuram abrigo e permanecem no local.

Durante o Furacão Isabel, em 2003, os guardas receberam uma permissão especial para procurar abrigo, já que os ventos chegaram à marca de 193 km/h. Mas não ligaram para o aviso e continuaram a guardar o local.

E durante o Furacão Sandy, que ocorreu há dois anos, um único guarda permaneceu 23 horas vigiando o local. Era uma mensagem simbólica de que os mortos jamais serão abandonados.

4) Os furacões dos Estados Unidos começam no Saara

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Os furacões que atingem os EUA viajam uma distância incrível até chegar ao país. O fenômeno tem início a partir de um complicado efeito borboleta que começa no Deserto do Saara, na África.

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No Saara, o calor escaldante do sol faz a água evaporar, o que cria enormes nuvens de chuva. Elas vão, a oeste, de encontro com o Oceano Atlântico e se misturam com o ar frio do local, dando início a um novo furacão.

3) O número de praticantes de vodu caiu 90% em Nova Orleans após o Katrina

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Entre todas as mudanças que ocorreram em Nova Orleans devido ao Katrina, uma bem curiosa ocorreu entre a comunidade de praticantes de vodu. Antes do furacão, a cidade tinha 3 mil adeptos da prática. Após o fenômeno, esse número caiu para apenas 300.

Os negros compunham a maior parte dos praticantes de vodu e são conhecidos por ser a classe mais pobre da cidade, e também foi a mais afetada pelo Katrina. Muitos deles morreram durante a passagem do furacão.

Já outros foram embora da cidade e não retornaram. E os poucos que permaneceram acabaram abandonando a prática. Com tão poucos adeptos sobrando, eles foram forçados a se reintegrar com o resto da cultura do local.

Até existe um movimento para fazer o vodu voltar em Nova Orleans. Só que 90% de sua comunidade morreu ou foi embora da cidade e muitas lojas voltadas para a prática fecharam suas portas.

2) Um professor acredita que é possível parar um furacão com jatos

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O professor Arkadii Leonov acredita ter a fórmula perfeita para interromper um furacão. Ele já admitiu que pode não funcionar, mas afirma que é possível parar um furacão ao fazer jatos voarem diretamente em seu interior.

O seu plano consiste em fazer jatos supersônicos voarem diretamente no interior do olho do furacão. Eles começariam a circular, criando uma explosão sônica de ar frio, que poderia acabar com o fenômeno.

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Leonov já levou a ideia para a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês). Ele sabe que pode não funcionar, mas sempre pede para que o órgão tente executar o plano um dia.

Só que a NOAA não está muito convencida. “Essa é uma péssima ideia”, já disseram para Leonov. E também afirma ser “uma boa forma de destruir alguns aviões e acabar com a vida de seus pilotos.”

1) Pessoas enviam cartas para o governo, pedindo o uso de armas nucleares contra os furacões

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Há quem acredite que a solução do problema é usar armas nucleares. Todos os anos, o governo dos EUA recebe diversas cartas com pedidos de cidadãos que acreditam que uma arma nuclear é a solução para acabar com um furacão.

Nem seria preciso dizer que a ideia não é levada a sério, mas ela já chegou a ser considerada. Em 1961, o chefe do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos chegou a avaliar essa possibilidade.

Em 1959, um homem, chamado Jack Reed, chegou a desenvolver um plano concreto. Ele planejava enviar um submarino no olho do furacão e lançar diversos mísseis. Ele acreditava que isso era suficiente para deslocar o ar quente do furacão e substitui-lo por um mais frio, o que o deixaria mais fraco.

Nem é preciso dizer que a NOAA também considerou essa uma péssima ideia. Além do fato de que, provavelmente, não funcionaria, a ação jogaria cinzas nucleares no mar e no vento, podendo afetar diversas partes do mundo

Fonte: Listverse

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