10 procedimentos médicos terríveis que já foram considerados saudáveis

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Existem diversos procedimentos médicos disponíveis na medicina para tratar os mais variados problemas de saúde. Muitas pessoas tem medo ou receio de alguns, como injeções e vacinas por exemplo. Mas agradeça e muito por viver nos dias de hoje, pois existiam coisas muito piores.

Muitos procedimentos médicos terríveis foram usados no passado e são considerados um absurdo para os padrões atuais, mas na época em que se popularizaram, eram considerados mais que normais.

Confira abaixo 10 procedimentos médicos terríveis que já foram considerados saudáveis no passado.

A gagueira era tratada com a mutilação da língua

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Moisés, o Rei George VI e Marilyn Monroe são alguns nomes famosos que sofriam com gagueira, que pode ser causada não por problemas na boca ou na língua, mas sim por ansiedade e traumas emocionais.

Hoje em dia, existem os tratamentos adequados para o problema. Mas segundo o jornal Los Angeles Times, choques já chegaram a ser utilizados para o tratamento da gagueira. Mas o pior exemplo surgiu em 1841, quando o médico J.F. Dieffenbach decidiu que remover um pedaço triangular da língua do paciente era a melhor solução.

E o pior de tudo é que o procedimento era realizado sem anestesia. Mas para a sorte de muitos, a medicina logo percebeu que não adiantava nada.

Transplantes de testículos de bodes para solucionar impotência sexual

A impotência sexual em homens é uma coisa mais que comum e não deveria ser motivo de vergonha. Tanto que o Viagra surgiu justamente para isso. E agradeça e muito por ele, pois antigamente, era muito pior.

O médico John Richard Brinkley sugeriu um dos procedimentos cirúrgicos mais absurdos desta lista para solucionar o problema. Nas décadas de 30 e 40, afirmou que o transplante de testículos de bode em homens que sofriam com o problema era a solução.

Muitos homens caíram na conversa do médico e aceitaram ter seus testículos substituídos pelos de bode e Brinkley ficou milionário desta forma. No entanto, acabou perdendo tudo que ganhou e declarou falência após ser processado por todos os pacientes que passaram pelo procedimento.

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A cura machista

Sim, ter um tempo para descansar na correria dos dias de hoje é algo mais que necessário. No entanto, na Inglaterra do século 19, o médico Silas Weir Mitchell sugeriu a “cura do descanso” para mulheres consideradas histéricas ou nervosas. Vale lembrar que nessa época, as leis e costumes eram bem sexistas.

As mulheres que passavam por esse “tratamento” eram forçadas a ficar deitadas em camas por seis semanas. Elas não podiam nem mesmo se sentar, não poderiam usar as mãos pra nada e faziam suas necessidades com a ajuda de enfermeiras. Elas não podiam receber visitas de parentes e amigos e eram alimentadas a força.

A escritora e feminista Charlotte Perkins Gilman e a autora Virginia Woolf foram algumas das vítimas de um dos procedimentos médicos mais terríveis e machistas da história.

Escovar os dentes com pasta de tabaco

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Sabemos que uma das várias consequências do fumo é que ele pode prejudicar a saúde dos nossos dentes e resultar até mesmo na queda deles. Mas acredite se quiser: médicos já recomendaram o uso de pasta de tabaco para muitos escovarem os dentes.

Um jornal indiano lembrou que no passado, circulou a noção no país de que o tabaco era um ótimo ingrediente para incluir nas pastas de dente vendidas pelo país. E, claro, muitas pessoas ficaram viciadas nelas, especialmente os meninos. Elas só foram banidas da Índia nos anos 90.

Estimular a dentição de bebês com uma faca

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A época em que os dentes dos bebês começam a crescer não é agradável nem para eles e nem para os pais, mas é um processo mais que natural. Mas algumas técnicas estranhas já foram usadas no passado. No ano 117 depois de Cristo, o médico grego Sorano de Éfeso disse que a melhor forma de aliviar as dores era esfregar o cérebro de coelho nas gengivas dos pobres bebês. E essa prática durou por séculos.

Já por volta de 1500, o médico francês Ambriose Paré teve a ideia de abrir a gengiva dos bebês com uma faca para acelerar o processo de dentição, o que parece algo saído de um filme de terror. E em 1764, o médico John Theobald, além de concordar com o método de Paré, ainda recomendou aos pais que colocassem sanguessugas atrás das orelhas dos filhos para amenizar as dores.

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Os nazistas acreditavam que a metanfetamina era saudável

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O regime nazista foi um dos mais terríveis da história, mas além disso, os nazistas tinham algumas práticas de saúde e procedimentos médicos simplesmente bizarros e doentios. Nos anos 30, uma companhia farmacêutica de Berlim começou a vender o medicamento Pervitin, que te deixava mais alerta e disposto para as atividades do dia a dia.

O medicamento se popularizou pelo país e muitas pessoas começaram a usá-lo e até se tornaram viciadas. O problema é que o Pervitin era nada mais, nada menos que metanfetamina, uma das drogas mais pesadas que existem. Mas os nazistas não estavam nem aí e começaram a oferecer o entorpecente para seus soldados e até mesmo Hitler começou a tomar injeções do “remédio” na parte final de sua vida.

Engolir uma tênia para perder peso

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Acredite se quiser, mas no Reino Unido do início do século passado, era comum encontrar anúncios que promoviam o uso de tênias para que pessoas emagrecessem. Muitas pessoas caíram na conversa e compravam vários ovos do parasita na esperança de conseguir o corpo que tanto desejavam.

Além de não terem perdido peso, aqueles que engoliram os ovos de tênia tiveram sintomas como diarreias incontroláveis, vômitos, dores de cabeça, danos permanentes ao cérebro, danos aos olhos, anemia, epilepsia, entre outras coisas ruins. Realmente, foi algo que não valeu a pena.

Métodos anticoncepcionais questionáveis

Sim, ter um bebê é uma das consequências de fazer sexo, mas métodos anticoncepcionais existem aos montes e são efetivos. Só que no passado, eles eram muito mais bizarros e estranhos.

O site Mental Floss afirmou que na Idade Média, mulheres amarravam testículos de fuinhas no pescoço ou usavam amuletos feitos com a cera de ouvido do animal. Outros eram nem um pouco higiênicos e envolviam colocar estrume de crocodilo misturado com mel na vagina das mulheres.

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Todas essas técnicas só foram desaparecer com os surgimentos das primeiras camisinhas, por volta de 1500, que eram feitas de intestinos de animais, e principalmente após o surgimento da boa e velha versão de borracha.

Usar insulina para induzir o coma

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De acordo com o Journal of the Royal Society of Medicine, um dos procedimentos médicos usados para o tratamento de pessoas que tinham esquizofrenia, entre os anos 30 e 60, era induzir o coma com injeções de insulina.

Em todos esses anos de uso, o procedimento nunca produziu resultados satisfatórios, mas tinha o apoio de pessoas poderosas. E nem é preciso citar os efeitos negativos, que envolviam até mortes e eram empurradas para debaixo do tapete.

Lobotomia para corrigir pessoas com problemas de comportamento

A lobotomia é um dos procedimentos médicos mais terríveis e controversos que já surgiram na história da medicina. Ela foi criada em 1936 e deveria ser usada apenas como último recurso em pacientes com problemas psiquiátricos. No entanto, o médico americano Walter Freeman fez a lobotomia se popularizar nos Estados Unidos nos anos 40.

Freeman se tornou especialista em realizar lobotomias e fazia o procedimento em qualquer pessoa que era levada até ele, independente se estava saudável ou não. Ele não perdoava nem mesmo crianças e idosos e não se importava muito com as consequências.

O médico chegou a realizar 3,4 mil lobotomias. 14% dos pacientes morreram, enquanto que boa parte das demais desenvolveram deficiências ou ficaram em estado vegetativo. Foram poucas que sobreviveram sem sequelas para contar a história.

O procedimento foi substituído por outros métodos nos anos 50, mas o estrago já havia sido feito: 40 mil lobotomias foram realizadas nos Estados Unidos nessa época. E o pior de tudo nessa história é que elas não foram banidas do território americano até hoje.

Fonte: Grunge



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