5 situações passadas que fizeram o Enem ser adiado

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A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano ainda está em dúvida. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC), responsáveis pela avaliação, anunciaram, no início da semana, que as provas não seriam aplicadas em algumas escolas por estarem ocupadas por estudantes em protesto.

Candidatos inscritos em escolas ocupadas não farão a prova neste fim de semana, nos dias 5 e 6 de novembro. A avaliação será reaplicada a 191 mil estudantes em 3 e 4 de dezembro.

Com isso, o Ministério Público Federal (MPF) no Ceará pediu a suspensão da aplicação do Enem para todo o Brasil. O procurador da República e autor do pedido, Oscar Costa Filho, afirma que há prejuízo à isonomia do exame, uma vez que seriam aplicadas provas e temas de redação diferentes para aqueles que forem fazer a prova apenas em dezembro.

O pedido foi protocolado no último dia 2. Ainda não se sabe se a decisão do Inep continuará válida ou se o MPF conseguirá barrar o Enem em todo o Brasil.

Não é a primeira vez que há problemas na aplicação do Enem em todo o Brasil. Relembre outras 5 situações passadas:

1) Furto de provas

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Em 2009, primeiro ano do Enem em seu novo formato, a prova foi cancelada na madrugada do dia 1° de outubro de 2009, após o Ministério da Educação tomar ciência de que a prova havia sido furtada. A avaliação foi pega em uma gráfica na cidade de São Paulo e oferecida, em venda, ao jornal O Estado de S. Paulo.

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Conforme apurou a investigação da Polícia Federal, a segurança na gráfica era “amadora”. Cinco pessoas estiveram envolvidas no crime – quatro deles foram condenados, em 2011, por corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

Houve prejuízo de R$ 45 milhões, arcados pelo Governo Federal. Cerca de 4 milhões de estudantes foram prejudicados.

A prova do Enem 2009 só foi aplicada dois meses depois, com um alto índice de abstenção. Graças ao atraso, muitas instituições de ensino desistiram de utilizar a nota do exame em seus processos seletivos.

2) Erros de impressão

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Em 2010, houve problemas na impressão das provas do Enem. O caderno com as provas de ciências humanas e da natureza, tinha perguntas repetidas e com sequência errada. A folha de respostas também apresentava falhas na impressão, especialmente ao inverter as colunas de respostas.

A gráfica que imprimiu as provas explicou que a manutenção do sigilo do conteúdo impedia que as folhas fossem revisadas após impressas. Esse seria o motivo que levou um lote de 21 mil cadernos de prova amarelos a apresentarem erro na montagem.

Cerca de 9,5 mil estudantes afetados foram convidados para fazer uma nova prova, mas a maior parte faltou. Posteriormente, o MEC permitiu que candidatos pedissem que a correção fosse feita de forma invertida.

3) Novo vazamento

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Em 2011, alunos de um colégio em Fortaleza receberam, previamente ao Enem, um material com questões idênticas ou semelhantes às que cairiam na prova. Havia a possibilidade do exame ser cancelado e reaplicado em todo o Brasil, mas o MEC optou por cancelar todas as provas dos estudantes do colégio – cerca de 600 alunos.

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Um professor foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter divulgado as questões do Enem cerca de uma semana antes da aplicação das provas. Segundo a denúncia, o homem teve acesso às questões por conta de a escola ter participado, em 2010, de um pré-teste do exame.

O professor foi condenado a seis anos de prisão e multa, por fraude em certame público e estelionato. No entanto, ele recorreu e foi absolvido.

4) Chuvas

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Em 2015, cinco escolas dos municípios de Rio do Sul e Taió, em Santa Catarina, não puderam sediar as provas do Enem, devido às fortes chuvas e situações de alagamento. Por isso, 4.542 candidatos que fariam provas nesses locais tiveram que fazer o exame em outra data.

5) Falta de luz

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Ainda em 2015, estudantes que realizavam o Enem em uma escola de Marituba (PA) puderam fazer a prova novamente, após ter faltado energia no prédio. Cerca de 660 estudantes foram afetados.

Os alunos de Marituba fizeram o Enem cerca de um mês depois, no mesmo dia que os estudantes de Santa Catarina afetados pela chuva e as pessoas privadas de liberdade.

Fontes: Agência Brasil e Brasil.gov.br



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