Após adiar por um dia, Nasa lança sonda que irá ‘tocar o Sol’

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A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) lançou na madrugada de domingo (12) a sonda Parker Solar Probe (PSP), desenvolvida para a missão histórica do país de adentrar, pela primeira vez, a atmosfera do Sol.

Inicialmente previsto para o sábado, o lançamento foi adiado devido a problemas técnicos. Neste domingo, milhares de espectadores acompanharam o foguete deixar a Estação das Forças Aéreas americanas em Cape Canaveral, na Flórida, incluindo o astrofísico Eugene Parker, cujo nome batiza o equipamento espacial. Foi Parker quem propôs a existência de ventos solares há 60 anos, uma das bases para a pesquisa que será desenvolvida pelo projeto da PSP.

“Tudo que posso dizer é: Wow, aí vamos nós. Vamos aprender bastante nos próximos anos”, disse Parker. Pelo segundo dia consecutivo, milhares de espectadores se reuniram próximo ao local do lançamento no meio da madrugada. Foi a primeira vez que a Nasa batizou uma aeronave com nome de alguém que ainda está vivo.

3-2-1… and we have liftoff of Parker Solar Probe atop United Launch Alliance’s Delta IV Heavy rocket 🚀. The probe is headed toward the Sun with a whopping 55 times more energy than is required to reach Mars. About the size of a small car, it weighs a mere 1,400 pounds.

Zooming through space in a highly elliptical orbit, Parker Solar Probe will reach speeds up to 430,000 miles per hour — fast enough to get from Philadelphia to Washington, D.C., in a second — setting the record for the fastest spacecraft in history. During its nominal mission lifetime of just under 7 years, Parker Solar Probe will complete 24 orbits of the Sun — reaching within 3.8 million miles of the Sun’s surface at closest approach.

We’ll be going where no spacecraft has dared go before — within the corona of a star. With each orbit, we’ll be seeing new regions of the Sun’s atmosphere and learning things about stellar mechanics that we’ve wanted to explore for decades.

Credit: NASA/Bill Ingalls

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“Eu realmente tenho de deixar de roer as unhas para começar a pensar sobre todas as coisas interessantes que eu ainda não conheço e que serão esclarecidas, eu acredito, nos próximos cinco, seis ou sete anos”, disse o professor à tv da Nasa. “Tivemos de esperar tanto até a tecnologia se equiparar com os nossos sonhos. É incrível estar assistindo a isso hoje”, disse Nicola Fox, da Universidade John Hopkins, um dos projetistas.

A estrutura da sonda

Protegida por um escudo térmico ultrapotente e um sofisticado sistema de refrigeração, a sonda deverá passar por Vênus em outubro e fazer seu primeiro contato com o Sol em novembro – a sonda deverá utilizar a órbita do planeta para se impulsionar para cada vez mais perto do Sol. Ao todo, são esperadas 24 aproximações nos próximos sete anos.

Em dezembro de 2024, a expectativa é que a aeronave chegue a 6,3 milhões de quilômetros da superfície do Sol – uma distância muito curta em relação aos 150 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra.

Ao todo, a Nasa investiu cerca de US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 5,5 bilhões) na missão. O objetivo da sonda PSP é analisar como se origina o vento solar e como suas partículas se aceleram no espaço, afetando sistemas de satélites e redes de eletricidade na Terra.

A missão também busca descobrir como é o aquecimento da corona – a parte externa do Sol que é milhares de vezes mais quente que sua própria superfície e seu interior.

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