Astronauta diz que poderíamos ter ido a Marte ainda nos anos 60

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O astronauta canadense Chris Hadfield afirmou que era possível mandar pessoas para Marte ainda na década de 60. Mas as coisas não são tão simples assim, ele próprio explica que seria possível enviar pessoas, mas tudo seria muito caro, arriscado e provavelmente com poucas chances de realmente dar certo.

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Hadfield se aposentou como astronauta e atualmente dá palestras e cursos usando sua experiência sobre o assunto. Ele foi questionado pela revista Business Insider sobre a chance de colonizar Marte com a Nasa ou empresas privadas como a SpaceX de Elon Musk. A resposta foi categórica. “Poderíamos ter mandado pessoas para Marte décadas atrás. A tecnologia que nos levou à lua e nos trouxe de volta quando eu era apenas uma criança – essa tecnologia pode nos levar a Marte”, afirmou.

Segundo o astronauta, já em 1952, anos antes do pouso na Lua, a Nasa já pensava em vôos tripulados para Marte. Acontece que não é tão simples assim. Hadfield aponta que a distância é absurdamente longa, impossibilitando resgates em caso de problemas e prejudicando muito a saúde dos astronautas. Basicamente, enviar alguém para Marte já é possível, o problema é fazer as pessoas chegarem lá.

Ele acredita que embora a tecnologia “bruta” para ir à Marte já exista, ainda não foi inventado o que vai nos levar até lá.

Solução ainda não descoberta

Na opinião de Hadfield, os foguetes comuns, sejam da Nasa ou de empresas privadas, nunca chegarão à Marte por dependerem de combustão química. As grandes quantidades de combustível necessárias para uma viagem desse tamanho fazem com que os projetistas tenham que eliminar itens de segurança e sobrevivência para que haja mais espaço para combustível e esse seria o ponto chave.

Ele diz que ainda não foi inventada a tecnologia capaz de nos proporcionar tal feito, mas acredita que será descoberta nos próximos anos. Para o astronauta, devemos ficar atentos a pesquisas envolvendo partículas gravitacionais, mecânica quântica e aceleradores de partículas, de onde podemos talvez tirar novas fontes de energia mais seguras e viáveis.



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