Astrônomos descobrem buraco negro 100 mil vezes mais pesado que o sol

0

Um buraco negro, com 100 mil vezes a massa do nosso Sol, foi encontrado no coração de nossa galáxia. Ele é o segundo maior já descoberto na Via Láctea, atrás apenas de Sagittarius A, que é um buraco negro supermaciço.

Ele foi descoberto por astrônomos japoneses, após estar escondido no meio de um gás tóxico, e está a 25 mil anos luz de distância da Terra. Chamado de “buraco negro de massa intermediária”, ele é capaz de preencher um vazio no conhecimento de cientistas sobre a formação do buracos negros supermaciços.

O buraco negro foi descoberto com o uso de um rádio telescópio, de alta sensibilidade e resolução, chamado Alma, que fica na região dos Andes, no norte do Chile. Com o objeto, foi possível observar a nuvem do gás, que está a 195 anos luz do centro da Via Láctea.

A existência de buracos negros de massa intermediária sempre foi especulada, mas essa é a primeira vez que um exemplar realmente foi identificado.

Pesquisas recentes afirmam que os buracos negros supermassivos são essenciais para a criação de galáxias, estrelas e até mesmo da própria vida.

A descoberta, que foi publicada na revista Nature Astronomy, pode providenciar importantes informações sobre como os buracos negros supermaciços, como aquele localizado no centro de nossa galáxia, foram criados.

Apesar de já sabermos que eles residem, aparentemente, em todas as galáxias, ainda não temos ideia de como que eles ficam tão grandes. Isso sem contar o fato de que os buracos negros estão em locais do universo que são, relativamente, novos – apenas alguns milhões de anos de idade.

Veja também:   Adamantium existe? O metal do esqueleto do Wolverine seria viável?

Uma ideia que é muito defendida é que os buracos negros são apenas parte de seus irmãos maiores. Eles podem se juntar para formar outro com proporções gigantescas. Ou seja, os buracos de tamanho intermediário são os progenitores dos supermaciços.

É muito difícil encontrar um buraco negro, justamente pelo fato de serem completamente escuros. Mas em alguns casos, é possível ver os efeitos de suas ações.

O buraco negro é uma região do espaço que possui campo gravitacional extremamente poderoso, que absorve toda a luz que passa perto dele e não reflete absolutamente nada.

O professor Tomoharu Oka, líder da descoberta, e seus colegas utilizaram simulações feitas em computador para mostrar que o alto movimento do gás tóxico só poderia ser explicado pela presença de um buraco negro intermediário em seu entorno.

O professor Oka, da Universidade Keio, no Japão, disse que é normalmente aceito o fato de que os buracos negros que possuem o equivalente a um milhão de vezes a massa do sol se encontram no centro de galáxias, mas suas origens permanecem um mistério.

“Um cenário possível é que os buracos negros de massa intermediária se juntam no centro da galáxia para formar o buraco negro supermaciço. Baseado na cuidadosa análise do gás, nós concluímos que um objeto compacto, com massa equivalente a 100 mil vezes a massa solar, está escondido nessa nuvem”, disse o professor.

Tomoharu Oka também sugere que “esse objeto massivo é um buraco negro intermediário inativo, que não está agregando energia no momento.”

Veja também:   Discalculia: como é a vida de quem não entende matemática

Apesar de sua popularidade tanto no mundo real quanto na ficção científica, o conceito de buraco negro só surgiu há 100 anos, como foi previsto por Albert Einstein. O próprio termo só começou a ser utilizado em 1967, e apenas há 46 anos que o primeiro buraco foi identificado.

“Isso pode fazer uma contribuição considerável para o progresso da física moderna”, disse Oka.

Fonte: DailyMail

Deixe um Comentário

Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com