Brasileira cria pele 3D que substitui animais em testes de cosméticos

1

Uma cientista brasileira desenvolveu uma pesquisa que permite a substituição de animais em testes de cosméticos e outros produtos por pele impressa em 3D. O projeto ainda está em desenvolvimento, mas já foi premiado.

A descoberta é da brasileira Carolina Motter, de 28 anos. Ela é doutoranda do Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, no estado americano de Nova York e se interessou pelo assunto quando estagiou na fabricante de cosméticos francesa L’Oreal Paris.

A pele não é sintética, sendo impressa em uma “biotinta”, feita com células humanas separadas exclusivamente com essa função, que são obtidas através de doadores voluntários. Um software ligado a uma impressora 3D permite que a pele seja impressa.

Carolina explica o processo após a impressão. “Depois da impressão, a gente mantém a pele em uma incubadora por 14 dias para que as células se diferenciem e deem origem ao modelo que se assemelha ao humano. Essa pele, então, poderá ser usada como uma plataforma para testes para substâncias de cosméticos”, explica.

Além de ser usada para testes de cosméticos ao invés de animais, a cientista espera também que a nova tecnologia possa ser útil na área médica, ajudando na cura de queimaduras e doenças da pele através de enxertos.

Veja também:   Vacinas personalizadas derrotam o câncer de pele em novo estudo

Motter pretende completar seu doutorado em 2019 e retornar ao Brasil para continuar suas pesquisas. Ela afirma que seu grande objetivo é conseguir a manipulação ideal das biotintas, possibilitando reproduzir em 3D a estrutura do cabelo humano.

Projeto já premiado

Embora a pesquisa ainda esteja em andamento, Carolina Motter já foi premiada pela ideia. A gratificação veio em novembro de 2017, quando ela venceu o Prêmio Jovem Pesquisador, concedido pela fabricante de cosméticos artesanais Lush.

A cientista recebeu 45 mil reais pelo projeto que promete acabar com o uso de animais em testes. O dinheiro está sendo investido na pesquisa e no término de seu doutorado.

A pesquisadora curitibana afirma que o projeto tem sido bem recebido, inclusive no Brasil. “Tem sido muito legal ver as pessoas demonstrando apoio ao projeto, mesmo com o momento que o Brasil vive, com tantos cortes na ciência e na educação”, disse empolgada.



Discussion1 Comentário

Deixe um Comentário

Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com