Como Stephen Hawking vive há tanto tempo com a sua doença?

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O renomado físico Stephen Hawking completou 76 anos de idade nesta segunda-feira, 8. Uma idade bem avançada e que nem ele imaginava celebrar após ser diagnosticado com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), há 50 anos atrás.

O físico tinha apenas 21 anos de idade quando recebeu o diagnóstico e lhe disseram que não viveria mais do que dois anos, segundo estimativas dos médicos. O motivo é que a doença causa a morte das células nervosas que controlam movimentos voluntários, como mastigar, andar, falar e respirar.

Mas se ela costuma ser tão fatal, como que Stephen Hawking conseguiu viver por tantos anos?

A medicina ainda não tem certeza de como que o físico resistiu tanto tempo a ELA, também conhecida como doença de Lou Gehrig, em homenagem ao jogador de beisebol que também foi diagnosticado com a enfermidade. Mas existe algo que pode explicar: a progressão da doença varia de pessoa para pessoa.

Por exemplo, 20% das vítimas da doença vivem até cinco anos após o diagnóstico, 10% vivem 10 anos e 5% conseguem chegar à marca de 20 anos ou mais, segundo dados da associação da ELA dos EUA.

A genética possui fator preponderante nessa história, pois cientistas já identificaram mais de 20 genes relacionados à doença. E de acordo com Anthony Geraci, do Northwell Health’s Neuroscience Institute, que fica no estado de Nova Iorque, são esses genes que ditam os vários aspectos da doença, incluindo a sobrevivência de sua vítima.

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Muitos estudos já notaram que quanto mais cedo é feito o diagnóstico e os sintomas começam a se propagar, maiores são as chances de sobrevivência. Foi o caso do próprio Stephen Hawking, já que foi diagnosticado bem cedo, enquanto que a maior parte dos diagnósticos surgem na casa dos 55 aos 75 anos.

Até existem dois medicamentos que ajudam a tratar a ELA, mas elas costumam dar uma sobrevida de apenas seis meses. Assim, é bem possível imaginar que Stephen Hawking esteja comemorando seus 76 anos por conta de sua genética.

Os principais sintomas da ELA são fraqueza muscular e fala arrastada. Eventualmente, as pessoas afetadas pela doença perdem a habilidade de se mexer, falar, comer e respirar por conta própria.

As vítimas da doença costumam falecer por problemas respiratórios, que ocorre após as células nervosas que controlam a respiração falharem e pararem de trabalhar, por conta da subnutrição ou desidratação, que ocorrem justamente por conta da perda da habilidade em engolir.

“Se você não tiver essas duas coisas, você pode, potencialmente, viver por um longo tempo, mesmo que a situação piore. O que aconteceu (com Stephen Hawking) é impressionante. Ele é um caso isolado”, disse o professor Leo McCluskey, da Universidade da Pennsylvania, nos EUA.

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