Qual a diferença entre as vacinas Coronavac e Butanvac? Entenda

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Mesmo ainda sem a aprovação da Anvisa, o Instituto Butantan está começando a fabricar as primeiras doses da Butanvac, vacina contra a Covid-19 elaborada no Brasil, em parceria com o hospital Mount Sinai, nos Estados Unidos.

O Instituto também é o responsável por fabricar a Coronavac, em parceria com o laboratório Sinovac, da China, mas qual é a diferença entre os dois imunizantes?

A Coronavac, que já está sendo aplicada no Brasil, difere da Butanvac na forma de agir. Ela é uma vacina de vírus inativado, ou seja, funciona com um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) contendo o novo coronavírus alterado, para que não possa infectar a pessoa que recebe a vacina.

Dessa forma, o organismo consegue reconhecer a ameaça e “aprender” a se proteger dela, sem correr riscos.

Já a Butanvac funciona de modo similar a outras vacinas já conhecidas, como a da Johnson & Johnson e a de Oxford/AstraZeneca. Ela tem como base um vírus que transmite a chamada Doença de Newcastle, que afeta apenas aves.

Esses vírus são incubados em ovos e alterados de forma a agir como uma “simulação” do coronavírus, ensinando o organismo a se defender caso venha a enfrentar uma infecção real.

A Anvisa ainda não aprovou o teste da Butanvac em humanos, portanto, ainda não há dados a respeito de sua segurança e eficácia.

No entanto, o Instituto Butantã e o governo do Estado de São Paulo afirmam que caso aprovada, a vacina já poderia começar a ser produzida no próximo mês de junho, com 18 milhões de doses já de saída.

“Vacinado” contra problemas de logística

Uma das principais vantagens da Butanvac em relação à Coronavac é justamente a capacidade de produção.

Todos os insumos necessários para fabricar o imunizantes se encontram no Brasil e o Instituto Butantan tem estrutura suficiente para a produção em larga escala, o que facilitaria e aceleraria o processo de vacinação em todo o país.

A Coronavac depende do IFA fabricado na China, o que tem atrasado todo o processo. A intenção é fabricar o ingrediente no Brasil com uma fábrica específica para isso, equipada com os chamados reatores biológicos necessários.

No entanto, a fábrica só deve passar a operar em 2022.



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