Coronavírus: o que muda no combate à Covid-19 com a nova variante?

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A pandemia de Covid-19 continua a todo vapor e uma nova variante do coronavírus já está circulando, inclusive no Brasil. O que ela tem de diferente?

A nova cepa, que é chamada de B.1.1.7, foi detectada pela primeira vez no Reino Unido e já circula por pelo menos 31 países. A principal mudança dela é que esse novo vírus parece ser mais transmissível do que o original.

As primeiras suspeitas da nova variante do coronavírus no Reino Unido surgiram ainda em setembro e foram se confirmando. No entanto, ainda não se sabe tudo sobre a cepa mais recente.

Ela possui pelo menos 17 variações internas, dentro da cepa B.1.1.7, a maioria delas afetando as espículas, estruturas que o vírus utiliza para “grudar” nas células.

Essa alteração pôde ser vista em prática no Reino Unido quando em dezembro, em Londres, mais de 60% dos casos já era causado pela nova cepa.

Foi estimado então que a nova variante do coronavírus seria cerca de 70% mais transmissível do que a anterior, embora não cause uma doença mais potente, ao menos por enquanto.

No Brasil, a cepa B.1.1.7 foi detectada pela primeira vez no final de dezembro, com 2 casos confirmados. Os pacientes, como já era esperado, estiveram em contato com pessoas que viajaram ao Reino Unido alguns dias antes.

Nenhum deles teve um caso grave da doença, mas os testes de diagnóstico não foram tão precisos, devido a mudança na proteína S, que afeta as espículas.

Como combater

Em relação a nova variante do coronavírus, o combate permanece tendo as mesmas armas: distanciamento social, máscaras, ventilação e álcool em gel.

No entanto, o cuidado precisa ser maior, dado o grau de transmissão maior do vírus. Os testes devem sofrer um pouco mais, precisando de adaptações para poder confirmar essas novas infecções.

Já quanto a vacina, não há motivo para pânico: as mudanças observadas até agora no vírus não são suficientes para que ele escape dos mecanismos de defesa trabalhados pelas vacinas.

E mesmo que isso venha a acontecer, os especialistas garantem que é fácil e simples alterar a fórmula para que os imunizantes voltem a ter efeito.



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