Coronavírus: como ‘conviver’ com ele no pós-pandemia

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A vacina para o coronavírus deve chegar em algum momento, mas ninguém sabe exatamente quando. Com o tempo passando, é possível que o vírus se torne endêmico, ou seja, que a humanidade acabe tendo que conviver com ele.

Isso já aconteceu com outros vírus, que hoje circulam pelo mundo e já não causam tanto estrago quanto já causaram logo que foram descobertos.

Um dos grandes exemplos do que pode acontecer com o coronavírus é o HIV, o vírus que transmite a AIDS.

Ele já matou mais de 32 milhões de pessoas e por muito tempo, o diagnóstico era sinônimo de uma sentença de morte, além de todo o preconceito que os soropositivos sofriam, já que a doença é transmitida através do sangue e das relações sexuais.

Hoje a expectativa e a qualidade de vida de um portador de HIV já são muito melhor e as primeiras curas, com células-tronco, já começam a surgir.

Além disso, todo o trabalho de prevenção tem se mostrado eficiente, num cenário onde o vírus já não assusta tanto como no início. O coronavírus poderia ir por esse caminho, caso o desenvolvimento da vacina demore mais do que o esperado.

Outros exemplos são a chamada gripe aviária e principalmente a SARS e a MERS, que são doenças causadas por outros tipos de coronavírus, assim como a Covid-19.

Esses vírus possuem uma taxa de letalidade até mais alta do que a pandemia atual, mas após o controle da epidemia a nível mundial, passaram a coexistir com os humanos sem causar maiores danos.

O dilema da vacina

Em todos esses casos, buscou-se criar uma vacina para frear as epidemias. No entanto, o processo não é tão simples assim e costuma levar anos, além de custar muito caro.

Com isso, assim que uma doença parece mais controlada, com número de vítimas mais baixo e sem causar grandes alterações no dia a dia, o desenvolvimento da vacina pode ser interrompido.

Isso aconteceu com a SARS e a MERS, além do vírus Ebola, que não raro assola alguns países da África. Como a contenção é possível e relativamente simples, a indústria farmacêutica e os centros de pesquisa simplesmente param de funcionar em prol disso.

Em resumo, não se corta o mal pela raiz, o que possibilita o aparecimento de novas pandemias no futuro.



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