Médicos explicam por que a Covid-19 na gestação pode causar parto prematuro

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Nasceu na noite desta quarta-feira (2), prematuramente, em São Paulo, Raika, a segunda filha do DJ Alok e da médica Romana Novais. O casal confirmou que estava com coronavírus no início da semana.

Foi justamente uma complicação causada pela doença que levou Romana a entrar em trabalho de parto prematuro, com 32 semanas de gestação.

A médica e influenciadora digital compartilhou com seus mais de 4 milhões de seguidores no Instagram o que havia acontecido. Apesar do susto, a caçula do casal nasceu de parto natural, tudo correu bem e mãe e filha estão se recuperando.

 

Romana e Alok já são pais de Ravi, de 10 meses. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a data provável e segura do parto é quando a mulher chega a 40 semanas de gestação. Um bebê que nasce antes de 37 semanas é considerado prematuro.

O nascimento de Raika estava previsto para meados de janeiro mas, devido à situação citada, ela acabou vindo ao mundo antes da hora.

Uma matéria da revista ‘Crescer’ afirma que um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos com quase 4,5 mil gestantes com coronavírus revelou que 13% (cerca de 500) dos bebês nasceram prematuros.

Outros estudos feitos anteriormente dizem que gestantes que contraem o coronavírus têm maior probabilidade do que a população em geral de apresentar sintomas graves e precisar de cuidados intensivos, como ventilação e suporte cardíaco e pulmonar.

O motivo provavelmente são as mudanças fisiológicas que acontecem naturalmente durante a gravidez, como o aumento da frequência cardíaca e a diminuição da capacidade pulmonar.

Segundo o ginecologista e obstetra, Alexandre Pupo, dos Hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein, em entrevista a ‘Revista Crescer’, há muita discussão no meio médico sobre o tema.

“Ainda não há nenhum tipo de estudo deixando claro o aumento no risco de parto prematuro em gestantes com covid. Sabemos que qualquer doença infecciosa, pela presença da febre, diminuição na saturação do oxigênio e mecanismos inflamatórios pode, eventualmente, despertar, principalmente nos últimos três meses da gravidez, um parto antes do termo”, disse ele.

“Existem ainda alguns relatos sugerindo que a infecção viral pela covid poderia aumentar a rutura prematura de membranas, levando ao parto prematuro, mas também é controverso. O que a ciência têm, de fato, mostrado em relação à covid, é que a maioria dos partos prematuros ocorreram por uma ansiedade do obstetra em preservar a saúde materna. Isto é, ele acaba optando por uma ‘cesárea preventiva’ para que a mãe possa ser tratada”.

Doutor Alexandre completou dizendo: “Então, às vezes, opta-se por um parto prematuro quando o quadro clínico da gestante se torna grave por uma queda importante na saturação de oxigênio, que possa comprometer o bem estar fetal, para que a criança não passe por riscos que podem levá-la à morte”.

À respeito de uma possível transmissão do vírus da mãe para o feto dentro do útero, o médio disse que não há um consenso.

O coronavírus é uma doença nova e os estudiosos ainda estão pesquisando e entendendo as consequências desse vírus no corpo humano. Segundo ele, não há nenhuma informação de que gestantes com covid correm mais risco de aborto ou má-formação fetal.

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