Covid-19: como é a vacina da Rússia e por que muitos não confiam nela

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A Rússia foi o primeiro país a anunciar a criação de uma vacina contra a covid-19. Mas a solução é vista por alguns como “milagrosa” demais.

De fato, o governo russo não forneceu muitas informações a respeito de testes e até mesmo por questões de tempo, a vacina não teria como estar totalmente pronta para ser aplicada em toda a população. Será que o fim da pandemia realmente está próximo?

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, garante que a vacina é segura e fornece imunidade sustentável contra o coronavírus, dizendo ainda que até mesmo sua filha já foi vacinada.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não coloca a solução russa entre as principais do mundo e afirma que talvez ela possa ter sido feita com pressa, sem passar por todos os testes de segurança necessários.

O grande porém nessa questão é o fato de que o governo russo não divulgou nenhum estudo científico, incluindo dados de testes, além de não revelar como foram feitos os testes – em tempo recorde – que garantem a segurança e a eficácia da vacina.

Atualmente, existem cerca de 100 vacinas contra covid-19 sendo testadas em todo o mundo. As primeiras devem ficar prontas em 2021.

A Rússia pretende iniciar uma vacinação em massa a partir de outubro, o que leva a outro problema, que é como conseguir fabricar tantas doses em tão pouco tempo.

A Coreia do Norte também afirma ter resultados bem-sucedidos e que está pronta para produzir sua própria vacina.

Milagre russo

A vacina contra o coronavírus teria sido criada no Centro Nacional de Investigação de Epidemiologia e Microbiologia (Gamaleya), vinculado ao Ministério da Defesa da Rússia.

Trata-se do mesmo local onde possivelmente o governo russo lidaria com soluções e antídotos para um eventual ataque biológico.

Apesar de não revelar como são feitos os testes e nem exatamente de que forma a vacina age, o governo russo garante que ela não causou nenhum efeito colateral indesejável nos voluntários, que se sentiram bem após serem vacinados.

A produção industrial deve começar em setembro e a vacinação gratuita para os cidadãos em outubro.



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