Dia de São Patrício: conheça história por trás da celebração irlandesa

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O dia 17 de março é marcado por uma grande avalanche verde nas ruas da Irlanda – em especial, da Grã Bretanha – em comemoração à vida de São Patrício, como se fosse um enorme bloco de carnaval de uma única cor. Mas, como e por que surgiu essa tradição?

A história do folclore de São Patrício começa com o santo entrando para a Igreja Católica e se convertendo à religião, após ter um passado de sequestro por piratas e escravidão na juventude, com o intuito de catequizar os irlandeses e incentivar a confissão. Apesar de sua vida ter sido trágica, São Patrício passou a acreditar que sua detenção foi uma forma de encontro com Deus.

Símbolo de fé, São Patrício estudou durante anos em um mosteiro na França, antes de retornar à costa irlandesa como bispo. Além disso, o padroeiro missionário foi responsável por fundar a primeira diocese irlandesa, que ajudou a catequizar o povo celta como bem sonhava.

Apesar da tradição ter um fundamento religioso voltado ao catolicismo, existem teorias e lendas urbanas que mostram que São Patrício tinha um pé na bruxaria celta, já que São Patrício foi tido como o responsável pela expulsão de “cobras” (metáfora que representa o “mal”) que invadiram a ilha.

Mas verde? Por quê verde?

Veja bem, para além da cor da esperança ou algo simbólico assim, verde era a cor utilizada pelos soldados durante a Revolução Irlandesa em 1798. Além disso, o país é conhecido como a Ilha Esmeralda (sim, em referência a pedra) por conta da grande quantidade de áreas verdes e naturais ali encontradas.

A cor é tão especial na Irlanda que até a sua culinária ganha um toque especial e muitos restaurantes desenvolvem pratos limitados em verde para celebrar a data. Inclusive, esta data é a única em que se permite o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas.

Tanto mato por aí, mas escolheram “Trevo”?

Sim, a escolha ocorre porque o trevo de três folhas é um símbolo de toda a cultura irlandesa, não especificamente do dia de São Patrício. Apesar de sua existência ser clássica, a popularidade ocorreu quando o patrono encontrou no trevo, uma forma de explicar a Santíssima Trindade a seus fiéis, sendo assim, as três partes unidas por um caule representariam Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O mesmo ocorre com a cruz celta.

Ah, pronto. De onde saiu um duende com pote de ouro?

É que no folclore irlandês, os Leprechauns (melhor dizendo, os duendes) são os guardiões de grandes tesouros e moram no país desde muito tempo antes que os próprios celtas. E é verdade! Os irlandeses acreditam que eles realmente vivem escondidos no final de arco-íris junto com potes de ouro e também adoram pregar peças nas pessoas. Afinal, eles podem. Se a aparência deles for igual a de sua representação em desenhos, bonecos e fantasias – baixinhos e de orelhas pontiagudas –, eles são mesmo muito fofos e travessos.



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