DNA pode ser usado nos discos rígidos de computadores no futuro

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O nosso DNA é a parte do nosso corpo que armazena o código genético. É essencialmente a parte onde estão registradas todas as informações que nos fazem ser o que somos, algo que efetivamente não é muito diferente do código que existe em um computador.

Mas diferente dos computadores, o DNA funciona em escala molecular, o que significa que ele pode guardar um valor gigantesco de informação em um espaço muito pequeno. Com o crescente consumo de informação da sociedade moderna, ser capaz de armazenar quantidades grandes de dados em um espaço pequeno se tornou uma necessidade.

Os cientistas já estão trabalhando em armazenamento de computador baseado em DNA há alguns anos. O geneticista George Church de Harvard é um dos pioneiros no uso da tecnologia desde 2011 e já fez grandes avanços.

Até o momento, os cientistas foram capazes de converter centenas de megabytes de informação para o formato do DNA, mas isto é só o começo. Nos próximos anos, a Microsoft acredita que poderá trazer uma forma de armazenamento online baseada em DNA para um data center comercial até o ano de 2020.

É uma ideia ambiciosa, mas não é tão absurda quanto parece. Além de minúsculo, o DNA é fácil de ler. Enquanto existir vida por perto, é provável que a espécie humana mantenha alguma tecnologia que possa ler e interpretar o DNA. Usá-lo como forma de guardar informação é um avanço plausível.

Apesar da molécula não ser considerada estável a longo prazo – ao menos não quando comparada com outras mídias que podem durar milhões de anos, enquanto o DNA não costuma passar dos 10 mil em condições normais – a facilidade de se usar as mesmas enzimas para criar milhões de cópias em poucas horas é certamente uma vantagem indiscutível.

É certo que poderiam existir alguns erros no código (afinal, quem não ouviu falar de mutações), mas existem técnicas modernas que permitem a correção de erros de forma que você poderia ter um arquivo facilmente reproduzível que seria praticamente indestrutível de um ponto de vista convencional.

Isso é incrível para todos, desde pesquisadores e arquivistas, até mesmo para universidades. Certamente existem desvantagens, como no fato de que ao se armazenar enormes quantidades de dados, encontrar bits específicos de código pode ser algo difícil e demorado. Mas quando usado como solução arquivística, no entanto, há pouca preocupação.

O próximo grande obstáculo será o processo de sequenciamento. Ler o DNA ainda é algo caro, chegando a custar valores na casa dos três dígitos. Certamente um valor alto demais para a maioria das aplicações tradicionais, para o uso diário.

Ainda assim, a Microsoft acredita claramente que a ideia vale o investimento. Talvez no futuro todos nós tenhamos os nossos dados mais relevantes guardados e transportados dentro de um pequeno disco contendo DNA auto-replicante.

De uma forma ou de outra, a quantidade de dados que a nossa sociedade está produzindo diariamente aumenta a cada instante, de forma exponencial. Vamos precisar de formas mais eficientes de guardar quantidades enormes de informação, e o DNA parece ser uma aposta tão boa quanto qualquer outra.

Com informações de: Geek

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