Dragão-de-Komodo passa oficialmente a ser espécie ameaçada de extinção

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O dragão-de-Komodo é um animal famoso por seu nome e por seu porte e, agora, se tornou famoso por uma razão bem triste: o risco de extinção.

Nativo de uma região específica do arquipélago da Indonésia, o animal é o maior lagarto monitor do mundo, o que o levou a ser chamado de dragão, efetivamente, o único dragão que existe no mundo real, por assim dizer.

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Pesando mais de 130 quilos e alcançando até 3 metros de comprimento, o dragão-de-Komodo definitivamente não é um animal comum, nem mesmo entre a família de répteis a qual ele pertence, a dos lagartos monitores.

O bicho vem com outros “adicionais de fábrica”, como escamas super resistentes, saliva venenosa e sentidos bastante apurados.

Mas nenhum desses poderes impediu que o dragão entrasse oficialmente na lista de animais em pleno risco de extinção.

Na escala criada pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), o animal constava entre as espécies vulneráveis, mas desceu um degrau, ocupando o último posto antes dos mais perigosos.

Se sua extinção não for evitada, o dragão-de-komodo deve descer ao nível crítico, e daí para frente, o animal é considerado extinto, primeiramente na natureza, existindo apenas em cativeiro, e depois desaparece completamente.

Os esforços agora devem se concentrar para que isso não aconteça e a espécie nunca chegue nesse nível da escala da IUCN.

Sangue de dragão

Nos últimos anos, a população desses animais tem diminuído por um motivo bastante inusitado, triste e bizarro. O Parque Nacional de Komodo, principal habitat da espécie, fechou no ano passado para visitações para evitar o contrabando.

Isso mesmo, as pessoas estavam entrando no local para roubar exemplares de dragão-de-Komodo, com os mais diversos fins.

Além do contrabando de animais exóticos, o sangue do dragão tem sido usado na produção de medicamentos “alternativos” – leia-se, falsos.

Atualmente, o parque conta com aproximadamente 1380 dragões adultos. Há 25 anos, o número oscilava entre 5 e 8 mil exemplares, fora os filhotes.



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