Egito decreta que quem compra curtidas no Facebook não é considerado muçulmano

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Shawki Allam, grão-mufti do Egito, principal líder religioso da corrente sunita do islamismo no país, emitiu uma fatwa inusitada. A fatwa é uma espécie de decreto que todos os muçulmanos egípcios devem seguir. Ele decretou que quem compra likes de Facebook está cometendo fraude e isso vai contra o Alcorão.

Respondendo a uma pergunta feita por um seguidor durante uma live na própria rede social, o grão-mufti disse que é “religiosamente proibido” pagar alguém para dar curtidas na sua página ou promoção.

Ele citou um ensinamento do profeta Maomé dizendo que quem engana os outros não pode ser considerado muçulmano.

Grão-mufti do Egito

Principal líder religioso no Egito desde 2013, Shawki Allam faz transmissões semanais pelo Facebook respondendo perguntas dos seus seguidores e emitindo fatwas sobre os mais diversos assuntos.

Ele é presidente do Dar al-Ifa, instituição que cuida das interpretações do Alcorão e norteia os muçulmanos do Egito.



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