Emily Rose: exorcismo por possessão demoníaca ou vítima de esquizofrenia?

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O filme O Exorcismo de Emily Rose foi baseado em uma história real, ocorrida nos anos 70. A dúvida que permanece até hoje é se era mesmo uma possessão ou esquizofrenia.

A jovem, cujo nome real era Anneliese Michel, chegou a ser diagnosticada com a doença e teve uma piora considerável após abandonar o tratamento, o que acabou resultando em sua morte, depois de muito sofrimento.

Anneliese foi diagnosticada com epilepsia aos 16 anos, em 1968. De família muito religiosa, ela começou, na mesma época, a relatar vozes que lhe ameaçavam, especialmente enquanto rezavam.

Dessa forma, a epilepsia que já causava muitos problemas foi associada a um quadro de esquizofrenia, para a qual ela fez um tratamento.

O tratamento médico melhorou a condição da jovem, mas logo as vozes voltaram e o comportamento da menina começou a mudar.

Ao invés de procurar novamente a ajuda de um psiquiatra, os pais de Anneliese recorreram a Igreja Católica. Os padres Ernst Alt e Arnold Renz passaram então a ministrar o ritual de exorcismo. Foram 9 meses de combate entre os padres e os supostos demônios que possuíam o corpo da jovem.

Anneliese morreu em 1976, em estado deplorável. Havia passado os últimos meses comendo insetos, bebendo urina, se automutilando e reagindo negativamente a qualquer intervenção religiosa.

Os pais dela e os padres Alt e Renz foram presos, condenados por homicídio culposo e omissão de socorro. Afinal, Anneliese Michel foi possuída por demônios ou tinha esquizofrenia?

Diagnóstico

A verdade é que Anneliese foi diagnosticada com epilepsia e esquizofrenia, em um quadro associado, e ao passar pelo tratamento, obteve melhoras significativas.

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O fato de ela ter abandonado o tratamento médico contribuiu para o retorno dos sintomas, resultando em sua morte prematura.

É impossível dizer o que aconteceria caso o tratamento psiquiátrico seguisse, mas dada a melhora inicial, é possível que a história da jovem alemã tivesse sido diferente.

O acompanhamento religioso também poderia ter sido benéfico, se feito em conjunto com os remédios e consultas psiquiátricas, ajudando principalmente na depressão que a acometeu também.

De qualquer forma, a condenação dos pais da jovem e dos padres foi justificada principalmente pela omissão de socorro.

Anneliese raramente se alimentava de forma correta e quando morreu, seu corpo pesava pouco mais de 30 quilos, em um nível de desnutrição que certamente foi decisivo para a causa de sua morte: falência múltipla dos órgãos.



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