Estudo diz que as redes sociais só pioram a propagação de notícias falsas na internet

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Um estudo divulgado recentemente sugere que a propagação de propagandas e notícias falsas se tornaram piores por conta do design utilizado pelas redes sociais.

Pesquisadores estudaram as propagandas online de nove países, e perceberam que as mentiras e desencontros de informações são amplamente divulgados por conta dos algoritmos utilizados no Facebook e no Twitter. Os responsáveis esperam que essa descoberta faça com que as redes sociais repensem as maneiras que notícias são divulgadas dentro delas.

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O Instituto de Internet de Oxford, da Universidade de Oxford, foi quem conduziu a pesquisa, justamente para observar o uso das mídias sociais na manipulação da opinião pública.

Brasil, Canadá, China, Alemanha, Polônia, Rússia, Taiwan, Ucrânia e Estados Unidos foram os países escolhidos para o estudo. Foram analisadas milhões de postagens em sete redes sociais distintas durante período de eleições, crises políticas e incidentes de segurança nacional.

A análise mostrou que uma técnica chave utilizada na Alemanha, Polônia, Rússia e Estados Unidos para influenciar a opinião pública era utilizar contas automáticas, que disparavam conteúdo nos feeds das redes sociais.

Em 2014, o próprio Twitter afirmou que 23 milhões de seus usuários publicavam automaticamente, sem qualquer tipo de ação humana. E esses números devem ser ainda maiores atualmente.

Influência em eleições e propagandas de governo

Nos Estados Unidos, durante a recente eleição presidencial do país, essas contas automáticas ajudaram a criar uma ilusão de popularidade para cada um dos candidatos, segundo o estudo. “A ilusão do apoio online para um candidato pode criar um efeito adesão entre as pessoas. (Donald) Trump fez o seu Twitter ser o centro de sua eleição, e os votantes prestaram atenção”, afirmou a pesquisa.

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Os pesquisadores também concluíram que enquanto algumas empresas e instituições estão utilizando os bots, eles também se tornam ferramentas poderosas quando são criados por apenas um indivíduo. “Os bots podem multiplicar, massivamente, a habilidade de uma pessoa de tentar manipular a opinião das demais”, afirmou Sam Woolley, um dos coautores do estudo.

A pesquisa também descobriu que na Rússia, onde a propaganda é fortemente controlada pelo governo de Vladimir Putin, 45% das atividades no Twitter são controladas por contas automatizadas.

A Rússia desenvolveu sua propaganda digital justamente para lidar com as ameaças internas ao regime de Putin, disseram os pesquisadores. “A Rússia é um caso para ver como que um regime, particularmente autoritário, utilizas as mídias sociais para controlar as pessoas”, disse Wolley.

Alemanha se tornou exemplo

Um país que é um ponto fora da curva nesse quesito é a Alemanha, já que oficiais do governo criaram leis que forçam os sites de mídias sociais a se responsabilizarem pelo conteúdo que é veiculado dentro deles.

“A Alemanha é um exemplo de autoridade cautelar sobre a propaganda nas redes, como forma de prevenir a manipulação online de opiniões”, disse o estudo.

A lei alemã afirma que as redes sociais possuem 24 horas para apagar ou bloquear qualquer conteúdo criminal óbvio, e ainda são obrigados a reportar para a pessoa que fez o pedido a maneira que lidaram com o caso.

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Se a postagem ou publicação não for removida nesse período de tempo, as redes sociais podem ter de pagar multas altíssimas, que podem chegar à casa dos 50 milhões de Euros.

Fonte: Daily Mail

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