Fazendeiro altera fronteira entre a França e a Bélgica sem querer; entenda

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Um fazendeiro belga encontrou uma pedra que estava obstruindo seu trabalho no campo. Ao movê-la, ele alterou a fronteira entre a França e a Bélgica. A história pode parecer algum tipo de piada, mas é verdadeira e acabou gerando muitas risadas nos dois países envolvidos.

Em outros tempos, a alteração do local da pedra – na realidade, um marco de fronteira – em 2,29 metros, poderia ter sido o motivo de muita dor de cabeça.

Basicamente, o fazendeiro deu pouco mais de 2 metros de território para a Bélgica, subtraindo essa área do território francês.

A quantidade de terra é pequena, mas se toda a burocracia de terras privadas e estatais for levada em conta, haverá problemas. Felizmente, tudo parece ter sido levado mais como uma brincadeira por todos os lados envolvidos, sendo apenas um pequeno descuido do responsável pela alteração do local do marco.

A pedra que atrapalhava o trabalho do homem encontrava-se no mesmo local desde 1819, quando a fronteira foi demarcada pela primeira vez.

Os 620 quilômetros que dividem França e Bélgica estão oficializados desde 1820 e a decisão dos locais exatos dos marcos de fronteira foram determinados após a derrota de Napoleão Bonaparte da Batalha de Waterloo.

As autoridades agora pretendem pedir para que o fazendeiro coloque a pedra de volta aonde estava. Caso ele atenda ao pedido, a questão está resolvida.

Se não, ele pode enfrentar punições e o Ministério de Relações Exteriores da Bélgica pode ter que convocar um conselho para resolver o problema, algo que não é feito desde o século XIX.

E se fosse no Brasil?

A história pode parecer um tanto bizarra quando pensamos nas fronteiras brasileiras, muito bem demarcadas por rios e outros marcos naturais, mas não é tão simples assim.

No Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, existem marcos similares aos da França e da Bélgica, mas com um agravante: há um trecho da fronteira disputado entre os dois países.

Em uma vila na região do Chuí, extremo sul brasileiro, há um território que o Uruguai afirma ter direito. Como pessoas de ambas as nacionalidades vivem ali, a situação meio que ficou “por isso mesmo”.

Se há uma vantagem, é o fato de que os marcos sul-americanos são constituídos por pedras bem maiores e mais pesadas, que fazendeiro nenhum poderia tirar do lugar.



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