Gatos só ignoram os humanos que dão menos atenção a eles, diz estudo

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Há quem acredite que todos os gatos são antissociais e fazem questão de ignorar as pessoas. Mas um novo estudo mostrou que eles só fazem isso com quem não dá atenção a eles, sendo portanto um comportamento espelhado do ser humano. Em outras palavras, se o seu gatinho insiste em fingir que você não está lá, é porque você não está dando muita atenção para ele.

A pesquisa sobre o comportamento dos felinos foi feita pela Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Nos testes, pessoas passaram algum tempo com dois grupos de gatos: o primeiro grupo vivia com seus donos no conforto de casa, enquanto o segundo era formado por gatos que viviam em abrigos para animais abandonados.

Kristyn Vitale, principal autora do estudo, explica o resultado observado pelos pesquisadores. “Nos dois grupos, vimos que os gatos passam muito mais tempo com pessoas que dão atenção a eles do que com pessoas que os ignoram”, afirmou. Esse resultado derruba o mito de que eles seriam animais antissociais e que não retribuem a atenção dos seres humanos.

Outra prova da sociabilidade dos bichanos é o fato de que embora todos os participantes do teste tenham preferido passar mais tempo com quem lhes dava atenção, os gatos que viviam em abrigos passaram mais tempo com as pessoas que os ignoravam do que os gatos domésticos, demonstrando que estavam carentes de atenção.

Avaliando o terreno

John Bradshaw, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, foi outro dos pesquisadores envolvidos nesse estudo. Ele aponta que os gatos são animais muito territorialistas e podem ter comportamentos diversos dependendo do lugar onde estão, de acordo com seu grau de conhecimento do ambiente. No entanto, é inegável que a maioria deles é mais amigável do que a maioria das pessoas acredita.

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Para Vitale, a importância do estudo é realmente derrubar mitos como o que diz que cachorros são mais sociáveis do que os felinos. “Acho que tem essa ideia de que cães são de um jeito e gatos são de outro. Mas tem muitas variabilidades nessas duas populações”, afirmou.



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