Governo americano quer produzir carros “falem” entre si até 2022

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O mercado automotivo é um dos mais avançados do mundo no sentido tecnológico, e cada vez mais vem investindo em pesquisa e desenvolvimento para aumentar a segurança de motoristas. E uma nova proposta lançada pelo governo americano pretende deixar as estradas e ruas mais seguras de forma curiosa: os carros “falariam” entre si para evitar acidentes.

A proposta é que os carros “falantes” sejam totalmente implementados até 2022. As montadoras teriam um sistema unificado, que sirva para todas elas. Por volta de 2020, 50% da frota de cada empresa teria de estar equipada com o recurso, e posteriormente para 100% da produção até dois anos depois.

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O sistema, que ganhou a alcunha de V2V (algo como “veículo para veículo”) alertaria o motorista de carros parados a frente ou algum acidente, mesmo que não esteja em seu campo de visão. Assim, ele pode frear seu automóvel com antecedência e evitar possíveis colisões.

Vidas salvas

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Segundo a NHTSA, órgão federal que regula a segurança nas estradas dos Estados Unidos e responsável pela proposta, um alerta deste tipo poderia evitar 80% das colisões que envolvem motoristas que não estão alcoolizados.

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Ainda de acordo com o órgão, o V2V é tão revolucionário quanto outros itens de segurança, com o cinto e o controle de estabilidade. A razão é que ele poderia salvar até mil vidas por ano e evitar cerca de 190 a 270 mil acidentes nas estradas e vias americanas.

Aplicação além da segurança

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Caso seja implementado com sucesso, o V2V poderia auxiliar não só na segurança, mas também ajudar no trânsito e melhorar a economia de combustível. Ele poderia ser útil até mesmo na infraestrutura das cidades, como leitura de semáforos e placas.

Vale lembrar que a NHTSA fez a proposta do V2V ao final do mandato do presidente Barack Obama. Para que possa entrar em vigor, terá de ser aprovada pelo governo de Donald Trump, que assume o cargo ano que vem. O motivo é que são necessários três meses de consultas públicas para a aprovação do projeto, mais um ano para adaptação das montadoras.

Texto por Augusto Ikeda, edição por Igor Miranda.



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