Hackers russos atacaram programa de eleição dos Estados Unidos, diz documento

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Hackers russos atacaram pelo menos uma fornecedora de software para votação nos Estados Unidos, dias antes da eleição presidencial do ano passado, de acordo com um relatório de inteligência do governo americano vazado nesta terça-feira (5). O documento sugere que os ciberataques relacionados à eleição conseguiram atingir o sistema de votação americano.

O relatório secreto da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), que foi publicado online pelo The Intercept, não diz se o ataque teve algum efeito nos resultados das eleições. Mas mostra que, após atacar a empresa em questão, a inteligência do exército russo enviou e-mails para mais de 100 autoridades eleitorais locais no final de outubro e no começo de novembro. As agências de inteligência dos EUA se recusaram a comentar.

O documento diz que o exército russo “executou operações de ciberespionagem contra uma empresa americana nomeada em agosto de 2016, evidentemente para obter informações sobre as soluções de software e hardware relacionadas à eleição, de acordo com informações que se tornaram disponíveis em abril de 2017”.

Como teria funcionado

Acredita-se que os hackers tenham usado as informações dessa operação para criar uma nova conta de e-mail e enviar mensagens falsas, mirando em organizações governamentais dos EUA. “Por fim, os autores enviaram e-mails teste para duas contas não existentes associadas a abstenção nas eleições, presumidamente com o propósito de criar essas contas para imitar serviços legítimos”. O documento não sita nenhum estado americano.

“A inteligência russa obteve e manteve acesso a elementos de múltiplos estados americanos ou conselhos eleitorais”, diz o documento. O Departamento de Segurança Interna “avalia que os tipos de sistemas que os russos tinham como alvo ou comprometeram não estavam envolvidos na contagem dos votos”.

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O Intercpet contactou as agências de inteligência americanas, que pediram para que o material não fosse publicado. O site, no entanto, publicou parte das informações, alegando que o restante do material não era de interesse público.

Uma contratante do governo de 25 anos – Reality Leigh Winner de Augusta, Geórgia – foi presa durante o fim de semana, acusada de vazar um relatório confidencial que descrevia as ações russas para uma organização de notícias. Reality está sendo mantida sob custódia até a sua audiência no fim da semana. Ela trabalhava na Pluribus International Corp, que prestava serviços ao governo.

Rússia nega

O Kremlin negou as alegações de um relatório do governo dos EUA de que hackers russos teriam atacado pelo menos um fornecedor americano de software de votação antes da eleição presidencial do ano passado.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou as alegações com o argumento de que o Kremlin não vê “qualquer evidência que prove que essa informação é verdadeira”. Segundo Peskov, Moscou nega categoricamente “a possibilidade” de o governo russo estar por trás disso.

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Fonte: Estadão Conteúdo



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