Local exato da misteriosa 8ª Maravilha do Mundo pode ter sido descoberto

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Um estudo recente pode ter revelado um mistério que já dura mais de 130 anos: a localização dos Terraços Rosa e Branco, uma estrutura natural que fica na Nova Zelândia e é considerada por muitos a 8ª Maravilha do Mundo. O local exato em que se encontra sempre foi motivo de debate entre cientistas.

Tudo por que em 10 de junho de 1886, o Monte Tarawera causou uma das maiores erupções vulcânicas já vistas na história do país. A explosão foi tão grande que lançou enorme detritos no céu e o barulho da explosão pôde ser ouvida a centenas de quilômetros de distância. E, claro, destruiu todo o ambiente a sua volta, incluindo a 8ª Maravilha do Mundo, que não estava longe do local.

E podemos dizer que, de fato, a mãe natureza pisou na bola, e feio. Tudo por que os Terraços Rosa e Branco possuíam uma beleza única. Eles eram uma estrutura formada por pequenas cascatas que desaguavam no Lago Rotomahana. E como o nome já implica, uma parte do terraço era branca, enquanto que a outra era cor de rosa.

Ilustração dos Terraços Rosa e Branco, feita em 1884
Ilustração dos Terraços Rosa e Branco, feita em 1884

Por conta da erupção do Tarawera, os Terraços Rosa e Branco desapareceram e deram espaço a uma enorme cratera, que com o passar do tempo, se encheu de água e aumentou o tamanho do Rotomahana.

Por mais de 100 anos, cientistas acreditaram que a 8ª Maravilha do Mundo foi destruída por completo. Mas nos últimos anos, surgiram especulações de que ela poderia estar dentro do lago.

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Segundo o novo estudo, conduzido por cientistas neozelandeses da empresa GNS Sciences, a parte branca do terraço foi realmente destruída durante a erupção, mas parte da rosa se encontra no fundo do Lago Rotomahana, que chegou a aumentar sua profundidade em 60 metros.

A descoberta foi feita após a análise de dados topográficos do local, que foram coletados há cinco anos, além de contar a ajuda de mapas e fotos históricas do local, o que permitiu que a equipe realizasse o mapeamento do fundo do lago, identificando parte da estrutura original.

“Houve essa enrome e incrível erupção, que devastou o ambiente. E por que eles (os terraços) não foram destruídos? O que é realmente impressionante é que eles nos mostraram que não foram para lugar nenhum”, disse Cornel de Ronde, autor líder do estudo.



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