Psicóloga explica por que a morte de Marília Mendonça parece doer mais que outras

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A tarde daquela sexta-feira, 5 de novembro de 2021, chegou com a triste notícia de que a jovem cantora Marília Mendonça faleceu tragicamente em um acidente de avião, aos 26 anos de idade, fazendo com que um “luto coletivo” atingisse a população brasileira.

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De acordo com a psicóloga Mariana Kolb, o sentimento de sofrimento causado pela partida de pessoas tem sido presente na vida humana, “porque desde o início da pandemia nós vivemos um luto coletivo. Ao mesmo tempo, esses artistas foram uma fuga para enfrentarmos melhor o isolamento”.*

A soma das angústias acumuladas desde fevereiro de 2020 com a incredulidade sobre a finidade que é a vida, pode resultar em um momento de externalizar tudo o que está sofrendo”, como comenta a estudante Jocielma Oliveira, de 26 anos.

*A cantora Marília Mendonça bateu o recorde mundial de visualizações em uma live, ultrapassando a marca de 14 bilhões de cliques no YouTube – sendo mais de 1 milhão de espectadores apenas nos primeiros 5 minutos.

Choque com a morte de Marília Mendonça

Para além das questões de arte, a cantora era uma mãe de apenas 26 anos que retratava experiências reais e situações do mundo feminino por meio de suas músicas, trazendo uma aproximação com um grande público.

Com uma mentalidade evoluída e uma maturidade de um ancião, a perda de Marília também pesou na mente daqueles que imaginaram o falecimento de seus familiares jovens de forma repentina e assustadora.

A proximidade que Marília construiu para com os fãs do chamado “feminejo” também se tornou um ponto primordial na sensação de dor ou sofrimento, fazendo com que a população brasileira sentisse a perda da cantora como a de um ente querido, sangue-do-mesmo-sangue, “como se fosse uma irmã”.

Dessa forma, o luto coletivo precisa ser expresso, acolhido e validado. Neste momento, faz muito sentido a existência dos fã clubes, porque é um espaço em que se pode dividir essa dor”, diz Kolb.

Processos de luto

Conforme explica o psiquiatra Glaúcio Fernandes Filho, o processo do luto ocorre por meio de 5 etapas, sendo elas:

  • Negação – a dúvida sobre a morte da cantora;
  • Raiva – o descontentamento com a ida precoce;
  • Barganha – a tentativa de escapar da dor;
  • Depressão – a tristeza pelo falecimento de Marília e;
  • Aceitação – quando cai a ficha da tragédia.

Uma das maneiras de enfrentar o luto coletivo neste caso, segundo Filho, é por meio de conversas sobre a história da cantora ou através de suas músicas de sucesso presentes nas rádios e na internet.

Além disso, a psicóloga Kolb explica que vivenciar o luto e expressar os sentimentos é realmente necessário para seguir a vida. “É olhar para a perda como uma forma de melhor viver, de conviver com as pessoas que são importantes, com que se tem afeto”.

Marília Mendonça era conhecida carinhosamente como a “Rainha da Sofrência e suas letras falavam de um jeito único sobre todas as mulheres. Ela deixa um filho pequeno e muita saudade para os familiares, amigos e fãs.

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