Metanfetamina: é verdade que os soldados nazistas lutavam drogados?

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Os soldados nazistas da Alemanha na Segunda Guerra Mundial eram conhecidos pela ferocidade em batalha, mas tudo indica que essa brutalidade não era natural. A chamada guerra relâmpago, ou blitzkrieg, parece ter funcionado à base de muitas drogas, principalmente metanfetamina, que era distribuída livremente para as tropas na época.

O escritor alemão Norman Ohler produziu uma obra sobre o assunto. Segundo ele, os soldados nazistas recebiam crystal meth, ou metanfetamina, em forma de comprimidos. A maioria dos militares acreditava que a droga era na verdade uma simples pílula para estresse e que não traria malefícios maiores do que tomar muito café. No entanto, esses soldados iam para combate sob total efeito de um estimulante neural extremamente forte.

Tratada como um medicamento de nome Pervitin, a metanfetamina era empregada desde 1937 e embora a maioria dos integrantes dos batalhões não soubesse do que se tratava, existem documentos que provam que o alto escalão do exército, incluindo o próprio Hitler, sabiam exatamente o que estavam fazendo e pretendiam usar os efeitos da droga a seu favor.

Segundo relatos, a metanfetamina foi empregada em grande quantidade na invasão da Polônia em 1939. Observando o bom desempenho dos soldados, o alto comando encomendou 35 milhões de cartelas do Pervitin que foram usadas no ano seguinte, durante a invasão da França, um dos usos mais brutais e bem-sucedidos da tática de guerra blitzkrieg.

Efeitos

A metanfetamina, em forma de Pervitin, era usada com a intenção de transformar os soldados nazistas em verdadeiros super soldados. Os principais efeitos observados eram a perda de sono, fome, ausência de cansaço, além de boa disposição e ânimo para lutar. A droga também tornava os alemães mais tolerantes em relação à dor. Eram praticamente impossíveis de se parar.

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Com o desenrolar da guerra, muitos exércitos aliados também passaram a usar estimulantes, mas nenhum deles tão forte quanto a metanfetamina. Os resultados do outro lado foram bem menos expressivos e cruciais para vitórias importantes, como aconteceu no caso dos alemães.



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