Cientistas descobrem de onde veio o meteoro que matou os dinossauros

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A história é famosa: há 65 milhões de anos, um meteoro atingiu a Terra e causou a extinção dos dinossauros, mas agora sabemos exatamente de onde ele veio.

O objeto, que caiu na atual península de Yucatan, no México, foi o responsável por extinguir os grandes répteis e uma fração considerável da vida na Terra, e veio de um local conhecido, não muito longe do nosso planeta.

Com quase 10 quilômetros de diâmetro, o asteroide que eliminou os dinossauros veio da principal fonte de asteroides do nosso Sistema Solar, o cinturão que fica localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Ele também era um chamado asteroide primitivo, ou asteroide negro, devido a sua composição química, que lhe conferia uma coloração mais escura do que o habitual.

O principal vestígio desse impacto, provavelmente o mais famoso da história da Terra, pode ser encontrado até os dias atuais, na chamada cratera de Chicxulub.

O buraco de cerca de 145 quilômetros de diâmetro foi o primeiro efeito do meteoro assim que se chocou com a superfície do planeta, levantando poeira e vapores que escureceram a paisagem do globo por muito tempo.

De acordo com um novo estudo do Instituto de Pesquisa do Colorado, nos Estados Unidos, o asteroide que matou os dinossauros veio da parte mais externa do cinturão de asteroides que divide o Sistema Solar.

Assim como ele, a maioria dos objetos dessa parte externa é considerada de asteroides negros, ou primitivos, e não é só isso: eles também são frequentes por aqui.

O ciclo sem fim que nos… matará?

O meteoro que matou os dinossauros vem de uma região do cinturão de asteroides que costuma mandar alguns “presentinhos” para a Terra com alguma frequência.

A cada 250 milhões de anos, mais ou menos, recebemos um objeto de tamanho similar, com composição similar, e – infelizmente – capaz de causar um estrago similar ao que aconteceu há 65 milhões de anos.

Fazendo as contas, é seguro dizer que temos aproximadamente 185 milhões de anos de tranquilidade em relação a isso, mas definitivamente não é cedo demais para pensar em uma forma de impedir um impacto do tipo.

A parte boa é que temos mais chances de nos salvarmos do que os dinossauros, que não sabiam disso.

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