Novo aparelho consegue identificar câncer em questão de segundos

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Uma equipe de cientistas e engenheiros da Universidade do Texas, em Austin, inventou uma ferramenta poderosa que identifica rápida e precisamente o tecido com câncer durante uma cirurgia, produzindo resultados em cerca de 10 segundos – mais de 150 vezes mais rápido que a tecnologia existente.

O MasSpec Pen é um inovador instrumento de mão que fornece aos cirurgiões informações precisas de diagnóstico sobre que tecido cortar ou preservar, ajudando a melhorar o tratamento e reduzir as chances de recorrência do câncer.

A pesquisa é descrita na edição de 6 de setembro da revista Science Translational Medicine.

“Se você conversar com pacientes com câncer após a cirurgia, uma das primeiras coisas que muitos dirão é: espero que o cirurgião tenha retirado todo o câncer”, diz Livia Schiavinato Eberlin, professora assistente de química da UT Austin, que realizou o estudo e liderou o time.

“É simplesmente doloroso quando isso não é esse o caso. Mas nossa tecnologia poderia melhorar as chances de que os cirurgiões realmente eliminem todos os últimos vestígios de câncer durante a cirurgia”, afirmou a pesquisadora.

O método atual para o diagnóstico de câncer e a determinação da fronteira entre câncer e tecido normal durante a cirurgia, chamado de Análise de Seção Congelada, é lento e às vezes impreciso.

Cada amostra pode levar 30 minutos ou mais para preparar e ser interpretada por um patologista, o que aumenta o risco para o paciente de infecção e efeitos negativos da anestesia.

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E para alguns tipos de câncer, a interpretação de Seção Congelada pode ser difícil, produzindo resultados não confiáveis em até 10 a 20 por cento dos casos.

No entanto, em testes em tecidos removidos de 253 pacientes com câncer humano, a pena MasSpec levou cerca de 10 segundos para fornecer um diagnóstico e foi mais de 96 por cento precisa.

A tecnologia também foi capaz de detectar câncer em regiões marginais entre os tecidos normais e de câncer que apresentavam composição celular mista. A equipe espera começar a testar essa nova tecnologia durante as cirurgias oncológicas em 2018.

“Toda vez que podemos oferecer ao paciente uma cirurgia mais precisa, uma cirurgia mais rápida ou uma cirurgia mais segura, é algo que queremos fazer”, diz James Suliburk, diretor de cirurgia endócrina do Baylor College of Medicine e colaborador do projeto.

“Esta tecnologia faz todos os três. Isso nos permite ser muito mais precisos em que tecido removemos e o que deixamos para trás”, afirmou.

Embora a maximização da remoção de câncer seja fundamental para melhorar a sobrevivência do paciente, a remoção de muitos tecidos saudáveis também pode ter profundas consequências negativas para eles.

Por exemplo, pacientes com câncer de mama podem enfrentar maior risco de efeitos colaterais dolorosos e danos nos nervos, além de impactos estéticos. Pacientes com câncer de tireoide podem perder a capacidade de falar ou a capacidade de regular os níveis de cálcio do organismo de maneiras importantes para a função muscular e nervosa.

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Esta pesquisa foi realizada por uma equipe interdisciplinar, fundindo os campos da química, engenharia e medicina. A equipe e a UT Austin depositaram pedidos de patentes nos EUA para a tecnologia e agora estão trabalhando para garantir patentes mundiais.

ScienceDaily



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