O idioma mais difícil do mundo é falado no Brasil; conheça

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Qual seria o idioma mais difícil do mundo? Grego? Chinês? Nada disso. É o Pirarrã, língua falada aqui mesmo no Brasil. Apenas 350 pessoas possuem o Pirarrã como idioma nativo e é até possível entender o motivo: o idioma é baseado na entonação das palavras e frases, portanto, a probabilidade de ser entendido de forma errada é muito, muito grande mesmo.

E acredite, uma palavra mal falada ou mal entendida em Pirarrã pode trazer sérios problemas. Quer um exemplo? Existe uma só palavra para designar “amigo” e “inimigo”. O que muda é a entonação na hora da fala e o contexto, a situação em que a palavra ou frase está sendo usada. Por essas e outras, segundo o professor de linguística Rolf Theil, da Universidade de Oslo, na Noruega, o Pirarrã é o idioma mais difícil do planeta.

São apenas três vogais e oito consoantes, mas além da entonação há assobios e outros sons muito específicos que podem significar palavras ou ideias completas. E tudo é feito em volume muito baixo, já que a ideia principal do idioma é poder se comunicar em meio à Floresta Amazônica, com sons baixos, mas audíveis a longas distâncias.

No Pirarrã, não existe o tempo presente, os verbos são conjugados apenas no passado ou no futuro. Além disso, não há diferença entre singular e plural, ou seja, a diferença entre uma árvore e uma floresta inteira vai depender do contexto em que a palavras está sendo empregada.

Veja o professor Rolf Theil falando um pouco sobre o Pirarrã e preste atenção na pronúncia da palavra “leite” (com legendas em inglês):

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Quem fala?

O povo Pirarrã, ou Pirahã, é composto atualmente por apenas cerca de 350 pessoas que vivem próximo do rio Maici. São o único povo que restou de sua família, tanto em idioma quanto em descendência e, acredite, são tão estranhos quanto sua língua nativa, até mesmo em relação a outros povos indígenas.

São praticamente ateus, não acreditando em nada que não possam ver, portanto não possuem deuses, divindades ou espíritos. Nos anos 70, o linguista americano Daniel Everett passou muito tempo tentando convertê-los ao cristianismo. Falhou quando eles descobriram que ele próprio nunca tinha visto Jesus Cristo. Everett passou a estudar a cultura Pirarrã e se tornou ateu.



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