ONU assina tratado que bane armas nucleares em todo o mundo

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Na última sexta-feira (7), as Organização das Nações Unidas aprovou o primeiro tratado que impõe uma proibição total do uso de armas nucleares em todo o mundo.

Com a Coréia do Norte continuando abertamente a testar seu arsenal de mísseis balísticos intercontinentais, cada um capaz de transportar uma ogiva nuclear, a decisão não poderia ser mais oportuna.

Em uma conferência de imprensa quinta-feira, o presidente da conferência da ONU, Elayne Whyte Gomez, disse que “estamos prestes a adotar o tratado sobre a proibição de armas nucleares”.

“Este será um momento histórico e será o primeiro tratado multilateral de desarmamento nuclear a ser concluído em mais de 20 anos”, acrescentou Gomez, segundo Time. “O mundo está aguardando essa norma legal há 70 anos”, afirmou.

A decisão de aprovar este tratado é histórica: a ONU reabriu recentemente as discussões de uma proibição nuclear mundial em março, depois que mais de 2.500 cientistas de 70 países assinaram uma petição a favor do desarmamento nuclear total.

“Estou realmente confiante de que o projeto final tenha captado as aspirações da esmagadora maioria dos participantes na conferência, incluindo a sociedade civil”, disse Gomez, referindo-se à revisão final do projeto na quarta-feira passada.

Após o voto de sexta-feira para adotá-lo formalmente, o projeto é agora um documento de 10 páginas chamado de Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Mais de 120 países estão prontos para adotar o tratado – apesar do boicote de países supostamente armados com armas nucleares: os Estados Unidos, a Rússia, a Grã-Bretanha, a França, a China, a Índia, o Paquistão e, como já sabemos, a Coréia do Norte.

Esses países propuseram fortalecer o Tratado de Não-Proliferação Nuclear de quase 50 anos, que dá apenas as cinco potências nucleares originais – EUA, Rússia, Grã-Bretanha, França e China – o direito de manter seu arsenal destrutivo.

Os resultados da votação, no entanto, pareciam ser mais encorajadores: 122 Estados membros votaram a favor da negociação de “um instrumento juridicamente vinculativo para proibir as armas nucleares”.

Dos nove supostos países com armas nucleares, apenas a Coréia do Norte não participou da votação. Oito países votaram sim, os Países Baixos votaram contra a decisão, enquanto Cingapura se absteve.

Ainda assim, os EUA, a Grã-Bretanha e a França divulgaram uma declaração conjunta depois que o tratado foi adotado, afirmando: “Não pretendemos assinar, ratificar ou tornar-se parte dela”.

As três nações explicaram que “uma proibição de armas nucleares que não aborda as preocupações de segurança que continuam a tornar necessária a dissuasão nuclear não pode resultar na eliminação de uma única arma nuclear e não aumentará a segurança de nenhum país, nem a paz e a segurança internacionais”.

O tratado histórico da ONU seria um esforço desperdiçado? Como o diretor executivo da Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares, Beatrice Fihn disse: “Se o mundo se juntar em apoio de uma proibição nuclear, então os países com armas nucleares provavelmente seguirão o exemplo, mesmo que isso não aconteça imediatamente”.

ScienceAlert

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