Planeta mais distante dentro do Sistema Solar é descoberto

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A ciência está expandindo os limites do Sistema Solar. O planeta mais longínquo da nossa vizinhança foi descoberto, localizado a 18 bilhões de quilômetros do Sol. Ele pode ajudar a identificar a presença do lendário planeta X, cogitado há décadas e que agora os astrônomos acreditam que seja real e esteja localizado a uma distância ainda bem maior do Sol do que a descoberta mais recente.

O planeta é identificado como 2018 VG18, mas vem sendo referido pelos cientistas pelo apelido de “Farout”, junção das palavras em inglês “far” (“longe”) e “out” (“fora”). Sua localização é medida em 120 unidades astronômicas (UA) a partir do Sol, batendo o recorde de Éris, que fica a 96 UAs. Para se ter uma ideia, Plutão, que ocupou durante muito tempo o posto de objeto mais distante do Sistema Solar, fica a “apenas” 39,5 UAs. Uma unidade astronômica equivale a 150 milhões de quilômetros.

A descoberta do Farout foi anunciada pelo Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional e ela parece ter sido feita por acaso. O planeta foi registrado pelo telescópio japonês Subaru, localizado no estado americano do Havaí, que procurava por um planeta rochoso do tipo “superterra”, que possivelmente fica ainda mais longe do que o Farout.

O objeto tem cerca de 500 quilômetros de diâmetro, sendo formado quase totalmente por gelo, o que lhe daria uma coloração rosada. Ele demora aproximadamente mil anos para dar uma volta completa ao redor do Sol.

Em busca do planeta X

A órbita do Farout parece ser similar a de outros objetos longínquos do Sistema Solar, o que indica que esses objetos sofrem influência gravitacional de algo maior, possivelmente um planeta rochoso muito maior que a Terra, conhecido como planeta X, que vem sendo especulado há décadas, porém não teve sua existência provada por enquanto.

O planeta X, por vezes chamado Nibiru, ou Nêmesis, ganhou tons de lenda ao ser associado a diversos mitos de civilizações antigas, que o descrevem como um “Sol negro” que cruzaria ou passaria próximo à órbita terrestre entre alguns milênios e seria responsável por uma série de catástrofes que vão desde chuvas de meteoros, passando por alterações gravitacionais, extinções em massa e até mesmo o fim do mundo, devido ao seu forte campo gravitacional.



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