Afinal, que fim levou a tal nota de 200 reais?

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Essa é uma pergunta clássica de grande parte dos brasileiros que nem sequer chegaram a ver de perto o famigerado Lobo Guará. Mas afinal, a nota de R$ 200 ainda existe ou já está em extinção?

Com uma vida curta, de apenas sete meses, a nota de 200 reais apresenta uma baixa circulação. O Banco Central havia anunciado a oferta de 450 milhões de cédulas até o fim de 2020, mas conforme os dados da instituição, apenas 13% do previsto chegou a circular – o que gira em torno de 57,3 milhões.

O mais estranho nesta história parece se tratar do próprio ministro Paulo Guedes que – no mês seguinte ao lançamento da moeda – avisou que o lobo-guará seria extinto rápido e que a “nota grande” foi inventada para resolver um problema de logística em pagamento de pessoas que não possuíam ferramentas digitais.

É importante destacar que estamos passando por um período de transformações na sociedade e que a maior parte destas são marcadas pela informatização e avanços tecnológicos. As formas de pagamento também estão se readaptando nesta era.

Cada vez menos há a necessidade de se utilizar um dinheiro físico, pois as transações sem cobranças feitas por um mobile são seguras a população e a tendência é de que ganhe cada vez mais espaço.

Vacilo do Banco Central?

Ao mesmo tempo em que o Banco Central projetava expectativas a velha política monetária para solucionar um problema de pagamentos, o órgão anunciava festejos com a adesão do Pix pelos bancos e também por grande parte da população nacional brasileira.

Indo de contrapartida com sua própria estratégia de digitalizar os meios de pagamentos, o calculo do BC planejou mal a demanda por papel-moeda – junto ao advento do auxílio emergencial como arma de amparo aos vulneráveis durante a pandemia do novo coronavírus.

O ex-diretor do Banco Central, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, também afirma o erro do órgão, que poderia facilitar os episódios de lavagem de dinheiro.

Fizeram o cálculo sobre uma expectativa equivocada. É paradoxal investir no Pix e ao mesmo tempo em que bota uma nota alta no mercado. […] Os meios de pagamento têm se consolidado no âmbito digital. Notas altas têm sido abolidas ao redor do mundo por facilitarem crimes. O Banco Central errou ao lançar esta nota.”

Entretanto, ainda não há evidências de que a nota esteja relacionada ao aumento dos crimes ou com uma possível hiperinflação.



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