Soberana: como funciona a vacina de Cuba contra a Covid-19

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Enquanto a maioria dos países do mundo disputa a compra de vacinas contra a Covid-19, Cuba desenvolve a sua própria, batizada de Soberana.

Ela está no final da segunda fase dos testes de eficácia e segurança, indo para a terceira etapa. Caso seja aprovada, ela deve ser a primeira vacina fabricada por um país da América Latina para combater a pandemia, reforçando a importância da medicina cubana.

A Soberana, que está sendo produzida no Instituto Finlay de Vacinas, em Havana, capital do país, é uma vacina conjugada.

Isso significa que ela atua no organismo de duas formas, tanto através de um antígeno, que força o corpo humano a produzir uma resposta imunológica contra a Covid-19, como através de uma molécula transportadora que traz informações do vírus.

Os testes vão continuar a todo vapor nas próximas semanas e o país pretende ter vacinado toda a população até o final do ano. Cuba conta com colaborações do Canadá e de alguns países da Europa, incluindo a Itália e a França.

Enquanto isso, segue o embargo de décadas dos Estados Unidos sobre a ilha, que impede que muitas das patentes de vacinas sejam negociadas com o governo cubano.

O país pretende, depois de vacinar sua população, comercializar a vacina para todos os países interessados.

Ainda não existem números sobre a eficácia, mas os cientistas do Instituto Finlay têm chamado os testes de promissores e parecem confiantes na solução nacional para o problema da pandemia.

Pandemia e economia

Em 2020, Cuba conseguiu manter os números da Covid-19 em um patamar baixo, com muito trabalho de informação, fechamento de aeroportos e toques de recolher.

No entanto, o país vem experimentando uma alta alarmante nos casos da doença nas últimas semanas. A situação ainda não está fora de controle, mas começa a causar preocupação nos responsáveis pela saúde.

Encontrar uma solução nacional representaria não só um alívio para a pandemia, que começa a se tornar incontrolável, mas também para a economia.

Com comércios e fábricas fechadas, Cuba vive sua pior situação econômica desde a Guerra Fria e a venda das vacinas poderia gerar uma fonte de receita importante, além de representar uma forma de “driblar” o embargo dos Estados Unidos.



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