Tripulante do voo da Chapecoense sobreviveu graças a posição fetal

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Um dos sobreviventes do acidente de avião com a equipe da Chapecoense, da última terça-feira (29), o técnico da aeronave Erwin Tumiri disse que conseguiu se salvar ao seguir os procedimentos de segurança indicados.

Tumiri afirmou ter ficado em posição fetal com uma mala entre as pernas, um procedimento recomendado em casos emergenciais. Entretanto, ele revelou que muitos passageiros, com o nervosismo do momento, haviam ficado em pé e gritando.

O técnico do avião é um dos seis sobreviventes do acidente, que vitimou outras 71 pessoas. Atletas, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, além de membros da tripulação da aeronave, faleceram.

Situação dos sobreviventes

O lateral Alan Ruschel (Foto: Giba Pace Thomaz / Chapecoense)
O lateral Alan Ruschel (Foto: Giba Pace Thomaz / Chapecoense)

O estado de saúde dos seis sobreviventes ainda é delicado, especialmente dos três jogadores. O lateral Alan Ruschel sofreu traumatismo na coluna e já passou por uma cirurgia bem-sucedida. O goleiro Jackson Follman teve uma perna amputada, após ter dado autorização aos médicos para o procedimento. O estado de saúde do zagueiro Neto, que sofreu um traumatismo craniano, é o mais grave.

O jornalista Rafael Henzel, a comissária de bordo Ximena Suárez e o técnico da aeronave Erwin Tumiri estão em condições mais estáveis, porém com ferimentos graves.

Possíveis causas do acidente

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Já foram encontradas as duas caixas pretas, que devem oferecer melhor panorama do que aconteceu. A hipótese mais plausível é de que o combustível tenha acabado, o que teria provocado uma falha elétrica total. A comissária de bordo que sobreviveu disse aos socorristas que lembra apenas que as luzes do avião começaram a se apagar progressivamente.

O que está sendo discutido é por que o avião não teve ou não solicitou autorização imediata para pousar, mas foi direcionado para dar duas voltas em um perímetro próximo ao aeroporto, enquanto outra aeronave, procedente do Panamá, que havia anunciado uma perda de combustível, obteve prioridade para o pouso imediato.

Peritos em segurança aeronáutica consultados pela imprensa colombiana opinaram que é inexplicável esse tipo de avião ter sido usado para cobrir uma distância de 2.265 km, distância entre Santa Cruz de la Sierra e o aeroporto José María Córdoba. Segundo eles, esse é quase o limite de autonomia de voo desse tipo de aeronave.



Fonte: Agência Brasil
Edição por Igor Miranda
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