A verdadeira história do Conde Drácula

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O vampiro é um ser mitológico sugador de sangue e de energia. As histórias sobre vampiros acompanham a humanidade há séculos.

Antigamente, quando a medicina ainda engatinhava, as doenças quase sempre eram atribuías causas sobrenaturais.

Reza a lenda que os vampiros seriam seres imortais, com dentes caninos proeminentes, e que se alimentava do sangue de suas vítimas.

Acreditava-se que vitalidade do ser humano estaria no sangue, daí surgiu a lenda de que beber o sangue de outro humano seria como sugar suas forças.

Fala-se ainda que os vampiros são seres de hábitos noturnos e que se transformam em cinzas em contato com a luz do sol, e que por esta razão eles dormem durante o dia em caixões.

Os vampiros ficaram populares na artes e na literatura, sendo a obra mais famosa o romance ‘Drácula’, do escritor irlandês, Bram Stoker.

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A inspiração da história do vampiro Conde Drácula

Muitas pessoas acreditam que a história do Conde Drácula não foi completamente produto da mente fértil do escritores, mas sim uma estória inspirada no príncipe romeno Vlad Tepes ou Vlad III (1431-1476).

Numa época em que a Romênia estava dividida entre cristãos e muçulmanos, Vlad III governava com perversidade e dureza, sendo conhecido pelos seus atos cruéis. Isso fez com que ele fosse visto no imaginário popular como um vampiro.

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Sobre o fato de o Conde Drácula ser um morto vivo, acredita-se que isso surgiu do fato de Vlad III ter sofrido um golpe violento na cabeça em uma de suas batalhas. O golpe fez com que ele ficasse em coma alguns dias, mas logo ele acordou como se nada tivesse acontecido e retomou a batalha com seu exército.

Daí surgiu a lenda de que Vlad III teria voltado dos mortos vivos para liderar uma batalha sangrenta.

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A família de Drácula

O pai de Vlad III, Vald II, pertencia a uma sociedade cristã de origem romena, chamada de Ordem do Dragão. Essa sociedade tinha por objetivo proteger o território da possível invasão de turcos de origem otomana.

Por isso, Vlad II era chamado de Dracul, que quer dizer dragão e Vlad III de Draculea, que significa filho do dragão, já que a terminação “ea” é usada para filhos.

No entanto, os inimigos e o povo que sofria com a opressão dessa família, deram outro significado a “Dracul”, que foi: diabo. Parte disso pelo prazer que Vlad III tinha em fazer refeições vendo suas vítimas sofrerem.

O modo de tortura predileto de Vlad III era o empalamento, onde uma estaca de madeira de aproximadamente três metros era introduzida no ânus, vagina ou umbigo da pessoa. Após isso, a estaca era fincada verticalmente, fazendo o condenado deslizar lentamente por ela. A morte demorava horas, ou até dias para ocorrer.

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Este método de tortura era tão utilizado por Vlad III, que ele foi apelidado de Tepes, que significava “empalador”.

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O Castelo de Vlad

Bram Stoker tornou famoso o Castelo De Bran, localizado na fronteira entre as províncias da Valáquia e a Transilvânia.

A fortaleza construída em 1211 possui descrições parecidas com as dadas pelo escritor em seu livro, fazendo com que o turismo romeno incluísse o local no roteiro de visitações; embora Bram Sotker nunca tenha ido à Romênia.

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Há cerca de 125 km do Castelo de Bran está o vilarejo de Arefu, onde se encontra o Castelo Poenari, que era ponto estratégico de observação durante os conflitos, e também servia de refúgio para Vlad III.

Conta-se que foi de uma das torres do castelo que a primeira esposa de Vlad III se atirou. Este episódio foi registrado por Bram Stoker e também foi retratado no filme de Francis Ford, de 1992.

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O fim do Conde Drácula

Diferente da ficção, Drácula morreu em batalha durante um ataque contra a Valáquia.

Após 12 anos de perder seu trono e ficar exilado na Hungria, Drácula foi eliminado pelos turcos em 1476, próximo a Bucareste.

O sultão recebeu a cabeça de Drácula como prêmio e a exibiu no parapeito de seu palácio, na nova capital otomana de Constantinopla, pondo fim a um reinado de terror.

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A figura do vampiro nos dias atuais

Nos últimos anos, com o lançamento da Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, surgiu entre os adolescentes uma nova onda de vampirismo.

A diferença é que os vampiros ficaram modernos e longe da aparência assustadora que até então estávamos acostumados. Eles tornaram-se símbolo da cultura pop e passaram a usar roupas mais contemporâneas em filmes e séries.

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