Viagem para Marte pode ter mais dificuldades do que se imagina; entenda

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Viajar para Marte já é algo difícil por motivos óbvios, como a distância em si e questões tecnológicas. Mas chegar até o planeta vermelho pode ser mais difícil ainda, graças à quantidade enorme de radiação que a nave e seus tripulantes teriam que suportar mesmo antes de um eventual pouso em solo marciano.

Segundo dados recentes da agência espacial europeia, obtidos através de medições realizadas pelo satélite Trace Gas Orbiter (TGO), uma viagem de ida e volta para Marte poderia expor os astronautas a uma quantidade de radiação que representa 60% do limite a que eles podem ser submetidos durante toda a carreira.

O TGO, que orbita Marte desde 2016, utilizou um de seus instrumentos para medir a quantidade de radiação a que a sonda que o levou até lá foi exposta durante a viagem de 6 meses. O cálculo resultou em 0,3 sievert, unidade de medida usada para mensurar incidência de radiação.

Durante toda a carreira, um astronauta pode ser submetido a 1 sievert, o que significa que em uma viagem de ida e volta do planeta vermelho, 60% desse limite já seria alcançado. Para efeitos de comparação, uma radiografia comum expõe o paciente a 0,006 sievert. No acidente nuclear de Chernobyl, em 1986, ficar ao lado do reator principal por 10 minutos descarregaria brutais 50 sieverts em um indivíduo, sendo que 8 sieverts já são fatais.

Arrumando as malas

Em questões tecnológicas, nunca estivemos tão perto de levar um ser humano para Marte. Enquanto sondas como a Curiosity continuam estudando a superfície do planeta vermelho e estão cada vez mais perto de encontrar indícios de vida, aqui na Terra os meios de transporte vão ficando cada vez mais avançados.

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Muito disso se deve à iniciativa de empresas como a SpaceX, do bilionário excêntrico Elon Musk. Os foguetes desenvolvidos pela companhia são cada vez mais potentes e econômicos e o objetivo declarado é colonizar o planeta vizinho. Musk trabalha com prazos flexíveis de 2021, enquanto a Nasa é um pouco mais conservadora, estimando um pouso em Marte lá pelo final da próxima década.



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