Vulnerável a hackers, urna eletrônica é invadida em teste de segurança

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) submeteu as urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2018 a testes com profissionais de segurança da informação. Os profissionais conseguiram invadir o sistema da urna e ter acesso aos dados dos votos registrados.

José de Melo Cruz, coordenador de sistemas eleitorais do TSE, explica que tipo de dados estavam vulneráveis nos testes de segurança. “Eles não tiveram acesso a dados do eleitor, tiveram acesso ao ‘log’, que é aquele sistema que vai monitorando a urna e escrevendo tudo que acontece na urna eletrônica, como a caixa-preta de um avião, que vai registrando todos os dados do voo. E conseguiram acesso ao RDV, que é o registro digital do voto, mas não de alterar o RDV, apenas de observá-lo”, diz Melo Cruz.

O coordenador também destaca que os profissionais que participaram do teste não conseguiram ter acesso a todos os dados da urna. “Eles conseguiram essa penetração, mas não tiveram acesso à ordem de votação nem a todos os votos dados naquela urna. Não conseguiram identificar os votos de todos os presentes. É possível do último voto”, ele explica.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, exaltou a “importância da contribuição da sociedade civil” nos testes de segurança. Ele também garantiu que, conforme determinado por lei, 30 mil urnas terão a opção do voto impresso para fins de conferência nas eleições de 2018. No total, serão 500 mil urnas em todo o país.

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Segundo o TSE, as vulnerabilidades detectadas no teste são fruto de uma atualização recente no sistema da urna eletrônica. A correção das falhas deve ser feita em breve.

Urna eletrônica fora do Brasil e possibilidades de fraude

A urna eletrônica é usada no Brasil desde as eleições de 1996. Fabricada pela empresa americana Diebold-Procomp, a urna eletrônica brasileira já foi usada também na Argentina e no Paraguai, porém o Brasil é o único país onde o sistema eleitoral funciona de forma 100% eletrônica.

Nos últimos anos, o sistema que foi criado para diminuir as fraudes eleitorais, tem sido frequentemente acusado de facilitar as mesmas. No entanto, nada foi provado até hoje.

 



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