Bebês humanos: por que são tão incapazes?

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Bebês são simplesmente adoráveis. Tanto a inocência quanto a incapacidade geral deles fazem parte dessa beleza que todos nós enxergamos.

Os bebês humanos são, sem dúvida, incapazes de fazer qualquer coisa. Precisam de alguns anos até que possam sobreviver por conta própria. Nos dois primeiros meses, não conseguem nem levantar a cabeça sem ajuda. Só conseguem se sentar sozinhos a partir dos seis. Os primeiros passos só vêm, geralmente, depois de um ano. E muitas pessoas precisam de passar algumas décadas ao lado dos pais até que possam viver por conta própria.

Por outro lado, filhotes de muitas outras espécies já nascem independentes e capazes de desempenhar tarefas de início. Tartaruguinhas, por exemplo, se lançam da areia para o oceano sem a ajuda de suas mães. Já bebês-girafas conseguem escalar e caminhar por conta própria apenas algumas horas após o nascimento.

Essa disparidade é esperada, de acordo com especialistas ouvidos pelo site LiveScience. O tempo extra que humanos precisam é devido ao cérebro altamente desenvolvido, que torna a espécie diferente das demais. O processo de aprendizagem é mais complexo, mas apresenta mais resultados.

Animais com infância independente precisaram se adaptar a condições ambientais. Isso se alia a questões de comportamento de cada espécie.

Cada subdivisão há suas especificidades. Pássaros, por exemplo, são dependentes de suas mães. O alimento vem direto da boca da progenitora para o filhote. Já nos casos de frangos, os bebês são muito mais independentes – têm penugem, podem andar por aí e bicar o chão.

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Detalhes relacionados à reprodução também exercem influência sobre a capacidade de cada ser quando ele nasce. Quanto maior o animal, maior o ovo e, consequentemente, há mais tempo para se desenvolver dentro. Isso, é claro, não funciona com humanos.

Biologia e comportamento

Apesar das diferenças pontuais, mamíferos são muito semelhantes em seus primeiros meses de vida. Praticamente todos os recém-nascidos são dependentes de suas mães, mas alguns são mais capazes em termos físicos.

Potros, por exemplo, se levantam e caminham de forma independente logo após o nascimento. Isso acontece porque as éguas são grandes e têm uma gestação que permite o desenvolvimento do filhote antes do nascimento. Já pássaros nascem praticamente pelados e com os olhos fechados. Eles precisam ser aquecidos de início.

Limitações físicas e metabólicas também se aplicam à gestação humana, segundo um estudo publicado em 2012. Cérebros e crânios de bebês não crescem muito enquanto eles estão na barriga das mães, em função do tamanho da pélvis materna. O tempo de gravidez também não é tão ideal para a espécie humana: em nove meses, não dá tempo para o neném se desenvolver tanto assim.

Outro ponto a ser considerado é o meio em que estão inseridos. Humanos precisam aprender um idioma para se comunicarem e como lidarem em um meio social. Outros tipos de animais não necessitam disso, então, desenvolvem outras habilidades naturalmente.

‘Luxo’ dos bebês humanos

O desenvolvimento demorado de humanos é considerado um “luxo” por alguns especialistas, como Marianella Casasola, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Universidade de Cornell.

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“O cérebro se desenvolve em seu córtex pré-frontal mesmo na idade adulta inicial”, afirma ela. A pesquisadora destaca, ainda, que todo esse “luxo” se reflete na complexidade das tarefas que conseguimos desempenhar.



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