A verdade por trás dos 7 maiores mitos de Halloween

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Ame ou odeie, o Halloween é a melhor época do ano pra pregar uma peça. Infelizmente, algumas brincadeiras passam dos limites e podem se transformar em paranoias ou até mesmo machucar pessoas de verdade.

Por isso, nós vamos lembrar de 7 histórias de Halloween que passaram dos limites.

Ghostwatch

Ghostwatch é um pseudo-documentário sobre uma casa mal-assombrada da BBC exibido na noite de Halloween de 1992. O filme foi todo produzido pra parecer sério e real, ao ponto que a emissora contratou jornalistas famosos e respeitados pra participar da piada.

Conforme as investigações seguem, o programa fica cada vez mais sombrio. O fantasma foi apelidado de Pipes pelas crianças da vizinhança e assombra uma família de Londres. A coisa fica braba quando uma pessoa morre e Pipes toma posse do corpo de outra, cada vez mais próximo do mundo real.

O curioso é que o documentário tinha créditos de atores e roteiristas e foi divulgado como um filme, mas foi tão bem feito, que a maioria achou que era uma história séria.

Duas crianças de 10 anos foram diagnosticadas com estresse pós-traumático depois de assistir ao documentário; Um deles alegou ter pesadelos e não permitia que sua mãe saísse de perto dele e passou a bater com a cabeça contra parede até ela retornar; O outro se recusou a dormir sozinho e ficava doente só de imaginar passar uma noite no próprio quarto.

De acordo com os noticiários, esses dois meninos foram tratados e se recuperaram, mas outro não teve tanta sorte. Cinco dias depois do Halloween, um casal encontrou o filho enforcado numa árvore de um parque perto de casa. Havia um bilhete em seu bolso dizendo: “por favor, não se chateie – se existem fantasmas, eu vou ser um fantasma, e eu vou estar sempre com você como um fantasma.”

De acordo com o pai, o filho havia ficado apavorado com o filme e passou a acreditar que havia um fantasma dentro da própria casa também. O filho tinha 18 anos – mas com o diagnóstico de capacidades mentais de 13 anos – e fez incontáveis comentários a respeito do documentário nos últimos dias de vida, mesmo sem nenhuma prova da sua veracidade.

A emissora recebeu inúmeras reclamações, incluindo a de um homem que teve que levar a esposa pro hospital durante a exibição. O filme nunca mais foi ao ar na televisão, mas ganhou um grupo de fãs e está disponível na Internet pros curiosos.

Venenos e drogas

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Todo mundo sabe o ritual: adultos devem conferir as sacolas das crianças antes delas sequer começarem a comer os doces, afinal poderia haver todo tipo de substância perigosa, que um maníaco botou ali pra destruir as vidas do máximo de famílias possível. Só tem um detalhe: isso nunca aconteceu.

Em alguns casos alarmantes, foram encontradas facas ou navalhas entre os doces, mas foram todas comprovadamente colocadas pelas próprias crianças a fim de chamar a atenção dos pais, e não por psicopatas ou bruxas.

Todos os casos de crianças morrendo por intoxicação em Halloween foram provocados por pessoas próximas e não por desconhecidos.

Em 1970, um menino faleceu com heroína em seu organismo. Durante as investigações, foram encontrados doces com as drogas, mas depois foi descoberto que tudo pertencia ao tio da criança, que embalou a heroína depois que o menino já estava morto – não se sabe se ele realmente foi estúpido o suficiente pra envenenar o sobrinho ou se tudo foi um acidente trágico.

Alguns anos depois, um pai alegou que seu filho havia sido envenenado por um desconhecido no dia das bruxas, mas foi descoberto que o próprio homem matou a criança pra pegar o dinheiro do seguro de vida – e acabou sendo executado pelo crime hediondo.

O único caso confirmado de drogas misturadas nos doces de Halloween foi em 2000, mas o criminoso foi preso e ninguém morreu. No fim das contas, o crime só aconteceu porque foi inspirado na paranoia popular.

Lâminas na maçã

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De vez em quando, adultos conscientes botam frutas nas sacolas das crianças e é óbvio que os pais nunca desconfiariam que poderia haver drogas na única comida saudável do Halloween. De fato, nunca encontraram drogas em frutas, mas já encontraram lâminas numa maçã.

Como sempre, tudo começou pelos boatos, então alguns estados chegaram a cogitar leis específicas pra quem escondesse lâminas em maçãs no Halloween, até que alguns poucos casos ocorreram, mas todos forjados pelas próprias crianças querendo atenção dos pais. Infelizmente, o mito tem mais força do que o fato, e o medo prevaleceu.

O Massacre da Serra Elétrica

O Massacre da Serra Elétrica é um filme tão popular, que muitas vezes é confundido com uma história real – desculpe estragar suas fobias, mas o Leather Face nunca existiu. Por outro lado, um idiota real realmente ameaçou algumas pessoas com uma motosserra.

A história teve várias versões, mas os fatos são: um imbecil foi expulso de um pub por fumar, pegou uma motosserra e voltou pra ameaçar os frequentadores e funcionários do local.

Felizmente, os fregueses reagiram e começaram a tacar cadeiras no maluco, até que ele tentou fugir, foi cercado, levou uma bela surra e acabou preso no final. Ninguém morreu, alguns se feriram, não houve massacre e final feliz.

Tatuagem da estrela azul

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Outra lenda urbana que aterroriza famílias pelo mundo inteiro: anualmente surgem boatos de um traficante que vende tatuagens temporárias misturadas com LSD pras crianças pra viciá-las desde pequenas.

Existe vários furos nessa fábula e o maior deles é: isso nunca aconteceu. O que não falta é lenda de que um novo doce pode estar escondendo substâncias ilícitas, inclusive ainda tem gente que acha que tem cocaína na Coca-Cola.

Sacrifício de gatos

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O Halloween é a época perfeita pra receitas satanistas e sacrifícios de sangue, então é recomendado que os donos de gatos tomem cuidado extra pra não perderem seus bichanos. De fato, pessoas estúpidas já mataram gatos no Halloween, mas nunca por qualquer motivo satânico.

Na verdade, todos os casos foram cometidos por pessoas excessivamente temerosas ou com extreme mal gosto pra passatempo. O lado bom do boato: grupos de adoção estão dedicados a acabar com o mito e promovendo a adoção dos bichanos pra reverter a situação.

Canibalismo mal-assombrado

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O que é pior do que uma casa mal-assombrada? Uma casa mal-assombrada por canibais! A história viralizou em 2015, quando um grupo de amigos foi desbravar uma casa mal-assombrada no Texas, mas encontrou sangue real, cheiro de morte real, até encontrar um homem comendo um pedaço humano na banheira.

Se a história termina com o grupo correndo aos gritos ou tiroteio, depende de quem está contando. Como a maioria das histórias de crimes hediondos no Texas, isso nunca aconteceu e sua origem vem de um site de notícias falsas – sim, ainda tem gente que acredita nessas coisas.

Por que o medo?

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Sabe por que temos tanto medo das histórias de Halloween? Por causa da mídia! Seja você um curioso entusiasta ou uma mãe que teme pela sua criança, essas notícias vendem e se espalham rápido.

Os boatos se renovam, atualizam e continuam vendendo. Depois do atentado do 11 de setembro, a novidade era terrorismo no Halloween – afinal, por que não unir um medo ao outro? Quando pais, professores e até autoridades nos alertam sobre os perigos do Halloween, a gente cresce absorvendo a paranoia.

No fim das contas, o importante do Halloween é assistir filmes de terror, engordar com o excesso de doces e, se possível, parar de dar ibope pra notícias sensacionalistas.



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