O que transforma uma pessoa em um gênio?

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O que faz de alguém um gênio? Talvez no mundo dos esportes, seja um medalhista olímpico. No entretenimento, talvez, alguém que ganhou um prêmio Emmy, Grammy ou Oscar.

Mas para a Mensa, uma sociedade international formada por membros de alta inteligência, um gênio é alguém que tenha um QI com pontuação igual ou superior a 98%, ou que tenha obtido pelo menos ótimos resultados em algum outro teste padronizado de inteligência.

De acordo com a Mensa, a definição mais comum de gênio é alguém que tenha uma inteligência excepcional.

Criando um gênio

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Em sua nova série cientifica na TV, “Genius”, Stephen Hawking testa a ideia de que qualquer pessoa pode “pensar como um gênio”. Abordando grandes questões como “podemos viajar através do tempo?”, o famoso físico teórico tem como objetivo encontrar as respostas por meio do poder absoluto de suas mentes.

Segundo o psicólogo Frank Lawlis, diretor de testes de supervisão para a Mensa, responder a uma pergunta a nível de um gênio não te transforma em um.

Os gênios podem não saber a resposta de uma determinada pergunta, mas são capazes de estudar e aprender sobre o que não sabem e agregar esse novo conhecimento à sua mente. Eles têm a capacidade elevada de serem curiosos o bastante para perseguirem esse alto nível de compreensão e, em seguida, serem capazes de ensinar para pessoas comuns.

Para ser considerado estatisticamente como um gênio pela Mensa, sua inteligência deve exceder os 98% do resto da população mundial. No entanto, segundo Lawlis, mesmo esses testes podem acabar excluindo alguns dos mais brilhantes pensadores e pesquisadores.

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Por exemplo, Albert Einstein provavelmente teria ido mal em testes de QI, pois sua inteligência fora do comum, normalmente, se habituava a pensar fora da caixa – algo que não dá para testar. Quando gênios como Einstein fazem estes tipos de avaliações, ao invés de direcionarem a atenção para a resposta correta, eles acabam pensando em muitas outras conclusões que também são bastante complexas e relacionadas ao assunto. Consequentemente, eles se confundem e se saem mal.

O processo de um gênio

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Segundo Dean Keith Simonton, professor de psicologia na Universidade da Califórnia, o processo de um gênio consiste em uma mistura de inteligência, criatividade e contribuição para a sociedade. Por conta disso, pode ser uma tarefa difícil identificar uma pessoa que se enquadre a isso.

Simonton levanta a hipótese de que todos os gênios usam o mesmo processo geral para fazer as suas contribuições para o mundo. Eles começam com uma busca de ideias, não necessariamente um problema que necessite de solução. A partir desta pesquisa, os super-inteligentes geram uma série de perguntas e começam uma longa série de tentativas e erros. A solução é encontrada, mesmo que seja para um problema que não os pertence.

Pensadores excepcionais tendem a ficar em um terreno comum quando lançam suas flechas para o desconhecido, afirma Simonton.

“Pessoas talentosas atingem um alvo que ninguém mais pode acertar. Gênios atingem um alvo que ninguém se quer pode ver” – Arthur Schopenhauer

Por dentro da mente de um gênio

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Em uma tentativa de discernir que combinação de elementos tende a produzir mentes particularmente criativas, a psiquiatra e neurocientista Nancy Andreasen, da Universidade de Iowa, utilizou ressonância magnética funcional (fMRI), que mede a atividade cerebral por meio da detecção de mudanças associadas ao fluxo de sangue.

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Andreasen selecionou dois grupos de universitários, igualados com base em suas idades, educação e QI – com pessoas de ambos os grupos com um QI médio de 120.

Durante os exames de ressonância magnética funcional dos participantes, pediu-se que eles realizassem três tarefas diferentes: associação de palavras, associação de imagens e reconhecimento de padrões. Os cérebros das pessoas que eram mais criativas mostraram ativações mais fortes em seus córtices de associação. Estas são as regiões mais desenvolvidas no cérebro humano e que ajudam a interpretar e utilizar informações sensorial, visual, auditiva e motora.

Algumas pessoas veem coisas que outras não podem ver. São os chamados gênios criativos.

Por meio de entrevistas e extensas pesquisas, Andreasen descobriu que entre as pessoas mais criativas que participaram do estudo, a taxa de “doença mental” era maior. Os diagnósticos mais comuns eram transtorno bipolar, depressão, ansiedade e alcoolismo. A questão agora é saber se essa “doença mental” contribui para a genialidade ou se é o contrário.

Em um estudo sobre a mente de um dos mais famosos gênios da história, Albert Einstein, os pesquisadores descobriram características físicas distintas, que podem ajudar a explicar o sua genialidade.

Fotografias inéditas do cérebro de Einstein revelaram que a massa cinzenta de seu cérebro tinha o dobro do tamanho normal (ela é a parte do cérebro que processa o pensamento consciente). Seus lobos frontais (regiões cerebrais vinculadas ao pensamento abstrato e ao planejamento) também tinham o dobro do tamanho.

Seja o QI elevado, a curiosidade ou a criatividade, fato é, o que faz de alguém um gênio ainda permanece um mistério. Mas isso não impede a Mensa de continuar testando a inteligência quantitativa em áreas como a capacidade verbal e o raciocínio espacial. Ainda assim, não há nenhum teste para descobrir quem pode ser o próximo Einstein.

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fonte: livescience



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