Cientistas encontram evidência mais antiga de vida terrestre

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Cientistas encontraram micro-organismos fossilizados em rochas na África do Sul que mostram que a migração da vida nos oceanos para a terra firme aconteceu cerca de 500 milhões de anos antes do que se pensava inicialmente. Descobertas desse tipo são raras, já que naquela época, a porção do planeta que não era coberta por água era muito pequena.

Os micróbios fossilizados foram encontrados no Cinturão de Pedras de Barberton, na África do Sul e datam de 3,22 bilhões de anos, sendo, portanto o vestígio mais antigo de vida em terra já encontrado. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Europeu de Estudos Marinhos, da França.

O geobiólogo Hugo Beraldi Campesi, da Universidade Nacional Autônoma do México, explica que já se suspeitava de que seres vivos haviam subido até a superfície muito antes da data fixada, mas não havia evidências suficientes. “O problema sempre foi a falta de provas concretas – até agora. A nova descoberta aumenta o crescente corpo de evidências de que os continentes abrigaram a vida por um longo tempo”, afirmou sobre a descoberta.

Dessa forma, os cientistas acreditam que os continentes já estavam bastante desenvolvidos em termos de presença de vida muito antes do que se imaginava. O tempo entre o surgimento da vida no oceano e a migração de seres vivos para a terra seria, portanto, de “apenas” cerca de 580 milhões de anos.

O rio mais antigo do mundo

Os fósseis dos micro-organismos foram encontrados em rochas que sofreram desgaste por ação da água e de areia, o que mostra que aquele terreno era originalmente o leito de um rio, onde esses micróbios possivelmente viveram. “Este é essencialmente o leito do rio mais antigo da Terra”, afirma Stefan Lalonde, um dos coautores do estudo.

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As evidências mais antigas encontradas até então eram nada mais do que vestígios dos seres vivos, enquanto essa descoberta na África do Sul apresenta ainda células de carbono originais do organismo. A preservação se deu por camadas de sedimentos que foram sendo intercaladas com as colônias de micro-organismos ao longo do tempo.



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