Como funciona a Ad Astra, a incrível escola criada por Elon Musk

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O bilionário Elon Musk, criador da empresa de carros elétricos Tesla e da companhia aeroespacial Space X, se tornou nos últimos anos uma inspiração para quem deseja praticar inovação. Mas como seria uma escola aos moldes de Musk? A resposta está na Ad Astra, instituição de ensino criada pelo empreendedor para seus filhos e localizada dentro do campus da Space X na Califórnia.

Fundada em 2014 por Musk, a escola começou pequena, com oito alunos. Hoje, 31 crianças estudam no colégio – metade delas são filhos de funcionários da Space X. Há poucos detalhes sobre a instituição: em seu site, ela tem apenas um logotipo e um email para contato para mais informações. Não há dados, por exemplo, de quanto custa a mensalidade da escola, cuja estrutura inclui, além de lousas e salas de aula, laptops e food trucks para os alunos comprarem comida depois das aulas.

Além disso, não há divisão de turmas: estudantes de 7 a 14 anos aprendem juntos, em grupos, sobre temas como inteligência artificial, ética e geopolítica. O foco é principalmente em matemática, engenharia e computação – há ainda aulas especiais em que os alunos são convidados a por “a mão na massa”, construindo coisas.

Cada estudante tem a liberdade de escolher quais matérias quer fazer – se não quiser aprender sobre determinado tema, ele pode. Entretanto, alguns temas que são frequentes nas escolas tradicionais, como esportes, música e línguas estrangeiras, não estão na grade. Segundo o site americano especializado em tecnologia Ars Technica, a escolha é um reflexo da visão de Musk: ele não valoriza o ensino de línguas porque acredita que, em breve, existirão traduções simultâneas feitas por computadores.

A escola acredita em um ensino ativo, em que os alunos de fato pensem e produzam. Eles participam de pesquisas e projetos criativos que os desafiem. Em entrevista ao Ars Technica, o diretor da escola afirma que os estudantes ficam com um laptop na mão cerca de 60 a 70% do tempo em que passam no colégio.

A avaliação dos estudantes é diferente e vai além da estipulação de notas A e B para bons trabalhos. Para os projetos serem avaliados, por exemplo, os alunos precisam apresentar a ideia para os adultos, em uma espécie de TED talk. Depois da apresentação, eles escutam as opiniões dos ouvintes.

Existe ainda uma moeda digital da própria escola, chamada de Astra, que estimula o empreendedorismo. Nesse mercado, os alunos criam sites e trocam moedas com os colegas – uma das crianças, por exemplo, chegou a criar um sistema para receber encomendas de cookies.



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