Afinal, pessoas sem sintomas de Covid-19 podem transmitir coronavírus?

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Nas redes sociais, começou a circular uma notícia falsa de que pessoas infectadas com coronavírus, porém assintomáticas, não transmitiriam a doença.

É claro que isso não é verdade, mas é preciso entender como a mentira surgiu, já que ela acabou se originando de uma fala mal colocada de uma epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Maria Van Kerkhove deu uma declaração confusa, de que era muito raro que pessoas assintomáticas transmitissem o coronavírus.

Essa fala foi interpretada por especialistas como mal colocada e imprecisa, mas foi o estopim de uma série de fake news relacionadas ao tema, criadas por pessoas que negam a gravidade da pandemia de Covid-19.

Acontece que a própria Van Kerkhove já fez uma live explicando sua declaração, que realmente foi incompleta.

Ela explicou que, na verdade, não se sabe o quanto uma pessoa assintomática pode ser contagiosa, mas estima-se que assintomáticos tenham menos capacidade de contaminar outras pessoas do que sintomáticos.

A OMS trabalha com 3 tipos de infectados por coronavírus: os sintomáticos, os assintomáticos e os pré-sintomáticos, ou seja, os que ainda não apresentam nenhum sintoma de Covid-19, mas irão apresentar.

E o problema é que é muito difícil diferenciar esses dois últimos tipos, por isso uma medição a respeito da capacidade de infecção nesses casos é pouco precisa. No entanto, as regras de isolamento social continuam valendo para todos, com ou sem sintomas.

Todo cuidado é pouco

Como os dados sobre o grau de contaminação entre os tipos de portadores de Covid-19 ainda são incertos, o isolamento social ainda deve ser respeitado, já que, de qualquer forma, assintomáticos são capazes de passar a doença, ainda que com menos intensidade.

O motivo é simples: sem tossir e espirrar, os assintomáticos espalham menos coronavírus no ar.

Diferenciar pessoas assintomáticas e pré-sintomáticas é uma das preocupações atuais dos cientistas, que ainda trabalham para refinar esses dados.

Por enquanto, estima-se que os assintomáticos verdadeiros, que nunca vão apresentar os sintomas, estejam entre 6 e 41% dos infectados no total, um número que esclarece pouco sobre o tema.



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