Estudo mostra que cérebro devora a si próprio quando dormimos pouco

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Uma das funções mais importantes do sono é fazer com que o cérebro limpe os restos de memórias que se acumulam durante o dia. Porém, se o sono falta, o cérebro pode começar a se “digerir”, quase como se estivesse apagando a si próprio, conforme mostrou um estudo.

A pesquisa foi conduzida pelo neurocientista Michele Bellesi, da Universidade Politécnica de Marche, na Itália, mostrou que o sono desregulado e em falta pode ter consequências graves para a saúde do cérebro, resultando em uma situação próxima de um “canibalismo cerebral”.

Durante o sono, o cérebro passa por um processo onde sinapses e memórias descartáveis são “limpas” por células específicas, que regeneram os neurônios após o desgaste ocorrido durante o dia. Acontece que o mesmo processo também ocorre em quem dorme pouco, só que de forma prejudicial.

Os cientistas da equipe de Bellesi descobriram, em testes realizados com ratos de laboratório, que na falta de sono, esse processo de limpeza continua ocorrendo, porém de forma desenfreada. Dessa forma, sinapses e informações saudáveis e importantes acabam sendo apagadas como se fossem desnecessárias. Em resumo, o cérebro passa a causar dano a si próprio.

Os pesquisadores estão associando os dados dessa pesquisa a uma série de problemas, cuja causa pode ter sido descoberta agora.

Corroendo o cérebro

Segundo Bellesi, o aumento de doenças do cérebro como Alzheimer e muitas outras coincide com a época em que as pessoas passaram a ter uma grande queda na qualidade do sono, o que corresponde ao final dos anos 90 até hoje. Entre 1999 até hoje, foi registrado um aumento de 50% nos registros da doença de Alzheimer.

Ainda não é possível estabelecer uma conexão exata entre essas duas informações, mas os cientistas acreditam que poderão obter um cenário mais definido quando testes forem realizados em seres humanos, o que deve acontecer nos próximos anos.



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