Proporção áurea: conheça a fórmula matemática da beleza e das artes

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Algumas de suas obras de arte preferidas, incluindo as mais famosas do mundo, possuem algo em comum: a aplicação da fórmula conhecida como proporção áurea, que seria a responsável por tornar as formas mais harmoniosas, naturais, e consequentemente belas. Há quem diga que a proporção áurea pode ser aplicada até na música e encontrada na natureza, em paisagens, plantas e outros seres vivos.

Em termos matemáticos, não há nada muito artístico na proporção áurea, muito pelo contrário. Ela consiste em uma constante algébrica que é obtida quando uma reta é dividida de forma que a metade maior seja dividida pela menor e o resultado seja a soma das duas partes divididas pela parte maior. Complicado? Apenas tente memorizar o número 1,6180, que é o resultado dessa conta toda. Esse número também é designado pela letra grega Phi.

Mais de mil anos depois das primeiras citações gregas à proporção áurea, o italiano Leonardo Fibonacci identificaria uma sequência de números que levou seu sobrenome, que tinham relação com a proporção áurea. É aplicando essas fórmulas a um retângulo que obtemos o chamado retângulo de ouro, com sua espiral formada a partir de divisões proporcionais.

Esse retângulo é considerado uma das formas geométricas mais visualmente agradáveis que existem e os antigos pareciam gostar realmente muito dele. Tanto que a proporção áurea, a partir do retângulo de ouro, foi aplicada em construções que vão das pirâmides do Egito, passando pelo Parthenon, na Grécia, e outros, até obras de arte como os quadros mais famosos de Leonardo Da Vinci, incluindo aí a Mona Lisa.

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Natureza geométrica

Algumas pessoas acreditam que tanto a proporção áurea como a sequência de Fibonacci podem ser encontradas na natureza, nos mais diversos lugares. Pétalas de flores, conchas de animais marinhos, vasos sanguíneos, ossos humanos, sequência de DNA… praticamente tudo no mundo parece ter sido programado a partir de uma mesma “régua”, ou concebido pelo mesmo designer.

É claro que na natureza as fórmulas não são tão precisas. Não existe, por exemplo, um círculo perfeito na natureza, o que torna as associações mais um exercício de imaginação do que uma constatação científica, mas não deixa de ser curioso notar como as coisas parecem seguir um padrão, ainda que sutil.



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